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Brasil tende a criar salvadores da pátria, mas também a quebrá-los, diz cientista político

Um dos principais brasilianistas na Europa, Anthony Pereira faz análise abrangente dos principais acontecimentos políticos e sociais que têm transformado o País

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SÃO PAULO – Em um dos momentos mais difíceis da política brasileira, ganha destaque as análises sobre os nomes para a próxima eleição e sobre o cenário pelo qual o País passa. E neste cenário o UM BRASIL, parceiro de conteúdo do InfoMoney, entrevistou Anthony Pereira, cientista político e diretor do Brazil Institute do Kings College London, no Reino Unido.

Um dos principais brasilianistas na Europa, Anthony faz análise abrangente dos principais acontecimentos políticos e sociais que têm transformado o País: Lava Jato, conflito entre poderes, governabilidade, manifestações, polarização ideológica, absolvição da chapa Dilma-Temer, impeachments e a sobrevivência do atual governo.

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Segundo ele, o Brasil tende a criar “salvadores da pátria”. “Eu vi vários ciclos dos salvadores da pátria no País […] e acho que o Brasil tem esta tendência de criar salvadores”. Para Anthony, o País cria salvadores da pátria facilmente, mas também quebra esta imagem de forma rápida.

“No passado a tendência do estrangeiro era achar que o Brasil era festivo, decorativo, agradável. Um bom lugar para visitar, mas não é um país sério. E eu acho que isso está mudando, essas cobranças dos cidadãos do Brasil estão mostrando um país mais complexo, mais sério”, afirma ele sobe a imagem que o Brasil tem no exterior.

Para ele, o debate político no Brasil está em alta, mas o extremismo nas ruas tem atrapalhado a tornar este debate produtivo. Anthony afirma que a disputa entre “mortadelas” e “coxinhas” é muito exagerado, e “às vezes é tão forte, tão pessoal, que inibe e estraga a qualidade do debate público”.