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Brasil entra em “transição arriscada” após Câmara votar a favor do impeachment, diz FT

Para o jornal britânico, há o risco de "vácuo no poder" entre o possível fim do governo de Dilma Rousseff e o início do governo Michel Temer

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SÃO PAULO – Em reportagem desta segunda-feira (18), o jornal britânico Financial Times destacou que o Brasil entra em uma “transição arriscada” após a Câmara dos Deputados votar pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por 367 a favor e 137 votos contra.

Para o FT, há o risco de “vácuo no poder” entre o possível fim do governo de Dilma Rousseff e o início do governo Michel Temer. “Analistas e até mesmo alguns políticos da oposição temem que a votação de domingo contra Dilma possa ser o início de uma transição arriscada. O período intermediário em que ela será um governante em fim de mandato, mas a indicação de Temer ainda não ter assumido pode criar um vácuo de poder”, destaca. 

Assim, afirma, as próximas semanas vão ser particularmente preocupantes com o Senado debatendo se aceita ou não a o processo de impeachment. Se a maioria simples do Senado (41 parlamentares) admitir o processo, Dilma é afastada por até 180 dias e é instaurado o julgamento na casa; Temer assume a presidência. Se o processo for rejeitado, encerra-se o caso. 

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Segundo o FT, além disso, com a eventual posse de Michel Temer, será preciso apoio e mostrar que ele tem capital político. Ele terá que agir rapidamente para garantir que também não seja deposto, afirma o jornal britânico. O FT também destaca que o vice, caso assuma, terá que atrair apoio rapidamente para um programa econômico crível, ao mesmo tempo em que executa reformas pontuais.

Por fim, o jornal afirma que Temer deve sinalizar com clareza o comportamento que fará, principalmente em relação à Operação Lava Jato, uma vez que a sua aliança com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) levanta suspeitas de que, de alguma forma, ele pode tentar barrar as investigações. “O clima das ruas pode ser implacável” sobre esse assunto, afirma a publicação. 


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