Imprensa internacional

Brasil afunda como Titanic e estragos incalculáveis: a repercussão internacional sobre a bomba do governo Temer

Financial Times, New York Times, Economist e Forbes repercutem hecatombe política

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – A imprensa internacional repercute com grande destaque a “bomba” no governo Michel Temer, que vieram à tona na noite passada. 

As denúncias envolvendo foram publicadas pelo jornal O Globo e apontaram que Joesley Batista, um dos controladores do frigorífico JBS, gravou o presidente concordando com pagamentos para manter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

O americano “The New York Times” disse que o presidente brasileiro endossou propina de empresários em fita secreta, enquanto o “Washington Post” destacou que Temer nega relato de que endossou pagamento de propina para Cunha. 

Aprenda a investir na bolsa

A Forbes foi além, explicando porque “o Brasil está afundando como um Titanic hoje”. O colunista Kenneth Rapoza ressalta as perspectivas para o Brasil após esse escândalo. Dentre as opções, estaria a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Além disso, Temer poderia renunciar, destaca. Neste sentido, ele aponta que também há uma discussão sobre um possível pedido de eleições antecipadas. Isso significaria que os políticos investigados no escândalo da Petrobras, mas ainda não condenados, seriam autorizados a concorrer. “Um grande favorito neste cenário é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também está implicado”. 

Rapoza ressalta ainda que, à medida que essa crise se desenrola, as reformas do Brasil ficam para trás, o que muda a paisagem do Brasil e as suas perspectivas de investimento.

Já a “The Economist” classificou como incalculável o estrago provocado pela delação dos donos da JBS.  “O impacto na economia será imediato, já que as reformas serão atrasadas, ou, até mesmo, canceladas por tempo indeterminado”. E destaca: “a menos que Temer consiga limpar seu nome rapidamente, a atmosfera política irá se tornar mais tóxica. As revelações terão consequências incalculáveis. E os impactos certamente não serão positivos”.