Brasil aceita convite do FMI para virar credor e deve aportar US$ 4,5 bilhões

Guido Mantega afirma que o País deve contribuir com montante ainda superior e a contribuição não afeta o nível das reservas

SÃO PAULO – Nesta quinta-feira (9), declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, torna o Brasil oficialmente um credor do FMI (Fundo Monetário Internacional). Mantega declarou que o fundo efetuou o convite ao País e a resposta foi positiva. Inicialmente, devem ser aplicados US$ 4,5 bilhões.

O valor é proporcional à cota do Brasil no FMI. Mantega afirmou que este montante não será colocado no FMI imediatamente, mas será aplicado de acordo com a demanda do fundo. De acordo com o ministro, há possibilidade do País colocar montante superior a estes US$ 4,5 bilhões no fundo, mas precisa da criação de garantias específicas para aportes adicionais.

A destinação de recursos do Brasil para o FMI já estava decidida desde a realização da reunião do G-20 em Londres. Na ocasião, Mantega havia dito que o Brasil participaria até o ponto que não prejudicasse suas reservas.

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Atualmente, o Brasil possui cerca de US$ 200 bilhões em reservas. Mantega afirmou que o convite do FMI não afeta o nível das reservas nacionais. O aporte, para ele, representa apenas uma mudança de aplicação destes recursos. “Não são os países avançados que irão pedir ajuda ao FMI, são os emergentes”, concluiu.