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SÃO PAULO – A Bovespa encerrou o pregão desta quinta-feira em forte baixa, em uma sessão marcada pelo pessimismo dos investidores em relação à redução da recomendação de compra dos papéis da dívida brasileira pelo banco holandês ABN-Amro. Além disso, o anúncio do presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), que afirmou que a votação da CPMF deve ocorrer somente daqui a 45 dias, também preocupou o mercado, levando o Ibovespa romper o suporte técnico dos 13 mil pontos e encerrar o dia com a maior baixa desde o colapso da Enron nos Estados Unidos. O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos irá divulgar, na manhã de sexta-feira, a taxa de desemprego no país no mês de abril, cuja expectativa é que tenha atingido 5,8% da população economicamente ativa. Além disso, os investidores também estarão atentos ao número de empregos criados no mês passado, confiantes num aumento de 60 mil postos de trabalho, contra crescimento de 58 mil em março. Arrecadação argentina cai 18,5% em abril
A Administração Federal de Arrecadação Pública da Argentina contabilizou receita de P$ 2,884 bilhões, aproximadamente US$ 920 milhões, referentes à arrecadação de impostos no mês de abril, registrando queda de 18,5% em relação a igual período do ano passado. Apesar de já contabilizar o aumento da alíquota de exportações, cujo tributo gerou receitas da ordem de P$ 224,76 milhões, a arrecadação do governo também registrou queda de 6,24% em relação ao mês anterior, em parte devido ao feriado bancário de cinco dias logo após a renúncia do então ministro da economia Jorge Remes Lenicov.
Bolsas européias operam em alta; bolsa de Tóquio não abriu
O
Índice Bovespa
fechou em forte baixa de 4,18%, sendo cotado a 12.538 pontos, registrando
um volume financeiro de R$ 676,77 milhões.
Nível de desemprego pode ajudar mercado
Finalmente, o mercado de câmbio viveu mais um dia tenso e o dólar registrou forte alta de 6% com a cotação oficial do Banco Central Argentino (BCRA) atingindo P$ 3,05 para compra e P$ 3,15 para venda. Para completar, o BCRA pagou taxas altíssimas para vender Lebacs (Letras do Banco Central), conseguindo colocar no mercado apenas cerca de US$ 75 milhões.
As bolsas européias estão operando em alta nesta sexta-feira com destaque para a bolsa de Londres, impulsionada por ações do setor financeiro e automotivo, mas pressionada com a forte queda da Vodafone, que reduziu suas perspectivas de ganho para suas subsidiárias alemã e italiana. O
índice FTSE 100 da bolsa de Londres registra alta de 0,97% e atinge 5.224 pontos;
no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valoriza-se 0,94% a 5.011 pontos, assim como o CAC 40 da bolsa de Paris, que sobe 0,59%, atingindo 4.448 pontos.
Na Ásia,
a bolsa de Tóquio permaneceu fechada nesta sexta-feira em virtude de feriado local. Já
o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, apresentou alta de 0,15% no pregão de hoje e atingiu 11.797 pontos
Nos EUA, o mercado futuro indica abertura em alta das principais
bolsas norte-americanas.
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Dólar dispara com alta do risco-país
O dólar comercial fechou as negociações de quinta-feira em forte alta de 1,44%,
cotado a R$ 2,395 para compra e a R$ 2,396 para venda, com o aumento do risco-país, com a expectativa de saída de recursos da Ambev para a aquisição parcial da Quilmes e a deterioração do cenário brasileiro fente aos investidores estrangeiros.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana fechou negociada a R$ 2,496, representando um
ágio de 4,22% em relação ao dólar comercial.
Desemprego nos EUA pode ajudar Bovespa, mas pessimismo deve prevalecer
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A Bovespa pode tentar se recuperar após a forte queda desta quinta-feira caso o nível de desemprego nos Estados Unidos supere as expectativas. Porém, a escalada do risco-país associada à deterioração do cenário brasileiro frente aos investidores estrangeiros, que culminou no rompimento do suporte técnico dos 13 mil pontos, deixa claro que o mau-humor do mercado não será algo passageiro, devendo estender-se enquanto o candidato do governo, José Serra, não mostrar sinais de recuperação nas pesquisas eleitorais.
Além disso, o pessimismo também atingiu os investidores na BM&F que ajustaram fortemente a curva de juros composta pelo contratos de DI futuro, traduzindo em números a descrença quanto a uma trajetória descendente da taxa Selic, que era uma unanimidade no início do ano, podendo prejudicar ainda mais a Bovespa.