Bovespa sobe e recupera parte das perdas na manhã

Bovespa ensaia recuperação diante de sinais de recuperação econômica nos EUA, que se sobrepõem ao efeito negativo gerado pela crise política interna

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SÃO PAULO – O mercado brasileiro operou em alta nesta quinta-feira, recuperando parte das perdas dos últimos pregões em que a crise política e o pessimismo ao aumento da dívida da Telemar falaram mais alto que os sinais de retomada do crescimento da economia norte-americana. O índice da bolsa paulista encerrou a primeira parte das negociações em alta de 0,84%, cotado a 13.954 pontos. O volume financeiro no pregão da manhã atingiu os R$ 227 milhões. A projeção para o fim das negociações indica que o volume deverá chegar a R$ 570 milhões.

Greenspan declara que EUA seguem firmes rumo ao fim da recessão

O presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, anunciou hoje um quadro mais otimista para a economia norte-americana do que há uma semana atrás, na segunda parte de seu testemunho semi-anual ao Senado norte-americano. O chairman do Fed citou sinais mais encorajadores registrados nos últimos dias e acrescentou que a expansão norte-americana está em marcha. Desta forma, os mercados mundiais passaram a respirar mais aliviados, ainda que Greenspan tenha declarado que as dimensões da recuperação ainda não são conhecidas.

PFL deve anunciar nesta tarde a saída do governo

A reunião da cúpula do PFL terminou e em seguida começou a reunião da Executiva do partido, em que as lideranças deverão definir a saída da base aliada ao governo. A Agência Brasil informou que segundo o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, depois da reunião da Executiva, ministros do partido pedirão audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, a quem comunicarão a decisão de entregar os cargos. O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, disse que será divulgada nota à imprensa após a reunião da Executiva.

Bovespa ensaia recuperação, com destaque para Petrobras

Os preços internacionais do barril do petróleo operam em alta, acompanhando as expectativas de que a economia norte-americana está em recuperação. O contrato futuro do barril tipo Brent, negociado no mercado de Londres, estava cotado a US$ 23,28, alta de 2,46% em relação ao último fechamento. Por conta disso, os papéis da Petrobras encerraram a manhã em alta, que chegou a 1,74% para as ações preferenciais e, a 1,49% para as ordinárias.

Outras altas da manhã ficaram com os papéis da Embratel ON (+3,96%), Embratel PN (+3,86%), Sabesp ON (+3,02%), Globo Cabo PN (+2,99%), Inepar PN (+2,78%), BR Distribuidora PN (+2,58%), Tele Nordeste Celular PN (+2,19%), Brasil Telecom PN (+1,81%), Itaú PN (+1,33%) e Bradesco PN (+1,11%).

Telemar evita recuperação ainda maior da Bovespa

A onda de pessimismo com as explicações pouco convincentes de executivos da Telemar, com relação a estrutura de endividamento neste ano de 2002 ainda penaliza os papéis da empresa. Dentro deste cenário, a Telemar anunciou que pode haver um aumento de 30% em sua dívida líquida, o que preocupou os investidores, já que pode comprometer a geração de caixa da empresa. Em resposta os papéis da operadora acumulam nesta semana queda próxima a 12%, com forte volume de transações.

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Os papéis preferenciais da Telemar encerraram o pregão da manhã em queda de 0,69% em relação ao fechamento anterior, cotadas a R$ 31,85; enquanto os papéis ON recuaram 1,37% a R$ 27,30. Também perderam terreno na manhã as ações da Vale do Rio Doce PNA (-2,87%), Eletropaulo PN (-2,04%), Transmissão Paulista PN (-1,29%) e Petróleo Ipiranga PN (-1,19%). Os maiores volumes de negócios nesta manhã ficaram com Telemar PN (R$ 53,14 milhões), Petrobras PN (R$ 21,58 milhões) e Vale do Rio Doce PNA (R$ 11,93 milhões).

Bolsas mundiais operam com variações distintas

Os índices acionários norte-americanos operam em queda modesta, num movimento de realização de parte dos lucros acumulados nos últimos pregões. O Dow Jones registrava desvalorização de 0,56%, enquanto a queda do S&P500 atingia 0,46%. O Nasdaq Composite, contrariava a tendência e operava em modesta alta de 0,05%. No que se refere aos mercados europeus, a tendência é positiva. Em Londres, o índice inglês FTSE-100 operava valorizado em 0,70%, enquanto o DAX 30, da bolsa alemã em Frankfurt, registrava alta de 0,763%. Em Paris, o CAC 40 ganhava 0,62%.

Dólar opera estável

O dólar tem sido pressionado desde o início da semana, quando se deflagrou a crise que envolvia a base de suporta o governo no Congresso. Desta forma, a moeda americana reverteu a tendência de queda da última semana. Nesta manhã, a moeda norte-americana oscilou bastante, sugerindo que os investidores procuram um patamar de acomodação para o dólar, que encerrou a primeira parte das negociações em modesta queda.

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O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,363 na compra e R$ 2,366 na venda, leve baixa de 0,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,459, representando um ágio de 4,06%
em relação ao dólar comercial. Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril operava cotado a R$ 2.388, leve baixa de 0,15% em relação ao fechamento
de R$ 2.391 da última quarta-feira.

Bovespa pode manter recuperação até o final

Os sinais de que a economia norte-americana está se recuperando de uma recessão iniciada em março do ano passado asseguram um comportamento positivo ao mercado brasileiro hoje. Ainda que a questão política demonstre um certo perigo ao governo para a aprovação de medidas polêmicas e essenciais como a da CPMF, a postura do PFL em ano eleitoral certamente não deverá ser contra seus interesses. Desta forma, poderá haver ainda mais espaço nesta tarde para que a Bovespa mantenha a trajetória de recuperação, dependendo da performance dos mercados norte-americanos e supere os 14 mil pontos.