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SÃO PAULO – A Bovespa encerrou o pregão desta segunda-feira em queda, num dia de forte volatilidade em função do vencimento de opções. Com a disputa entre comprados e vendidos, as ações da Telemar operaram em alta durante a manhã e impulsionaram o Ibovespa. Porém, com grande quantidade de investidores a descoberto, as ações acabaram sendo pressionadas no período da tarde, puxando o índice da bolsa para baixo. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação positiva de 0,95% na segunda quadrissemana de agosto em São Paulo. Com isso, o indicador medido pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) supera a inflação de 0,79% medida na primeira prévia do mês, mas fica em linha com as expectativas dos economistas do Fundação, que acreditam que a inflação em agosto deva atingir 1%, pressionada pela valorização do dólar frente ao real e pelos reajustes de tarifas públicas autorizados em julho. Nesta prévia, novamente os itens habitação e alimentação pressionaram o IPC. Nesse sentido, o reajuste médio dos alimentos atingiu 1,39%, colaborando com 0,315 ponto percentual do índice, enquanto os preços do item habitação contabilizaram alta de 1,36%, contribuindo com 0,445 ponto percentual do IPC. Apresentaram variações intermediárias os itens despesas pessoais (+0,59%), transportes (+0,29%) e educação (+0,16%), contribuindo com 0,072 ppt, 0,047 ppt e 0,006 ppt ao indicador, respectivamente. Finalmente, os preços referentes ao item vestuário registraram deflação média de 0,27%, retirando 0,014 ponto percentual do IPC, impedindo assim alta mais expressiva da inflação. O Copom (Comitê de Política Monetária) iniciará, nesta terça-feira, sua reunião mensal para decidir sobre o novo patamar da taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, atualmente em 18% ao ano. Nesse sentido, o contrato com vencimento mais próximo, o de setembro de 2002, que reflete as expectativas do mercado para a reunião do Copom desta semana, encerrou o pregão desta segunda-feira projetando taxa de 18,07% para o vencimento, abaixo da taxa de 18,12% registrada no fechamento da última sexta-feira, precificando assim a manutenção da Selic.
Balança comercial dos EUA sai hoje
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgará, nesta terça-feira, o resultado da balança comercial norte-americana referente ao mês de julho. No período, o mercado acredita que o déficit deva atingir US$ 37,5 bilhões, levemente acima do saldo negativo de US$ 37,6 bilhões contabilizado em igual período do ano passado.
Finalmente, a decepção do mercado com relação às reuniões entre FHC e os principais candidatos à sucessão presidencial, além do fraco desempenho de Serra em pesquisas divulgadas no final de semana, acabaram por intensificar o pessimismo dos investidores e levar o Ibovespa novamente a registrar desvalorização.
Assim, o
Índice Bovespa
fechou em baixa de 1,15%, sendo cotado a 9.416 pontos, registrando
um volume financeiro de R$ 846,11 milhões.
Inflação atinge 0,95% em SP na segunda prévia de maio
Reunião do Copom terá início hoje
Após a redução de 0,5 ponto percentual na última reunião, o mercado segue cético em relação a novos cortes. Apesar da queda do preço do gás de cozinha e da ampliação dos limites das metas de inflação para o próximo ano, o mercado parece acreditar que novo corte nos juros pode ser prejudicial frente às instabilidades das últimas semanas.Bolsas européias operam em baixa; Japão fecha em alta
Os principais índices acionários europeus operam em leve baixa nesta terça-feira, pressionados por movimento de realização de lucros após o bom desempenho de ontem. Dentre os destaques negativos, estavam as ações do setor farmacêutico, cujas quedas eram amenizadas pelo bom desempenho dos papéis de empresas de telecomunicações.
Com isso, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registra baixa de 0,92% e atinge 3.802 pontos;
no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvaloriza-se 0,90% a 3.462 pontos,
enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres opera em queda de 0,63%, atingindo 4.399 pontos.
Na Ásia,
a bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta terça-feira em leve alta, acompanhando o bom desempenho dos mercados norte-americanos na segunda-feira. No entanto, os ganhos foram limitados pela queda dos papéis do setor financeiro, já que os investidores temem que os bancos comecem a alterar as posições das suas carteiras acionárias nos próximos dias, a fim de diminuir o risco de exposição, visto que em setembro serão divulgados os resultados corporativos do primeiro semestre fiscal.
O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, apresentou alta de 1,57% no pregão de hoje e atingiu 10.408 pontos, enquanto
o índice Nikkei de Tóquio encerrou o pregão em leve alta de 0,22% chegando a 9.621 pontos.
Nos EUA, o mercado futuro indica abertura em baixa das principais
bolsas norte-americanas.
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Mercado de câmbio aguarda detalhes de linhas do BC
Na última segunda-feira, o dólar, assim como a Bovespa, abriu pressionado devido à divulgação de pesquisas eleitorais desfavoráveis a Serra. Porém, durante o dia, a tensão diminuiu com a expectativa do mercado em relação à reunião de FHC com os principais candidatos à presidência.
Além disso, o mercado seguia aguardando detalhes sobre a concessão de créditos à exportação pelo BNDES, e se animou ainda mais após a divulgação de nota do Banco Central, em que a autoridade afirmava que iria disponibilizar mais US$ 2 bilhões em linhas de financiamento.
Com isso, o dólar comercial fechou as negociações de segunda-feira
registrando baixa de 0,35%,
sendo cotado a R$ 3,100 para compra e a R$ 3,109 para venda.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana fechou negociada a R$ 3,047, representando um
deságio de 1,71% em relação ao dólar comercial.
Nesta terça-feira, o mercado segue aguardando detalhes do Banco Central acerca da nota divulgada ontem. A medida seria positiva não somente às exportações, visto que estimularia o comércio externo, mas também ajudaria a resolver a grave crise de liqüidez por que passa o mercado de câmbio, já que as linhas de financiamento externo praticamente secaram nas últimas semanas.
Bovespa aguarda Copom
A Bovespa pode esboçar alguma recuperação nesta terça-feira, frente à queda de ontem, com a movimentação dos investidores especulando sobre a decisão do Copom acerca do novo patamar da Selic, que será divulgado amanhã. Além disso, na ausência de notícias relevantes no âmbito nacional, é possível que a bolsa seja beneficiada num movimento de ajuste de preços, com os investidores aproveitando o baixo preço de alguns ativos para voltarem às compras.
Porém, as atenções devem estar voltadas para o Banco Central, que pode divulgar detalhes, ainda nesta terça-feira, acerca da liberação de US$ 2 bilhões para crédito à exportação, e para o BNDES, que também deve anunciar novas linhas de financiamento.