Boulos diz que 2026 será disputa por “quem paga a conta”, não por segurança pública

Ministro de Lula afirma que embate de 2026 oporá interesses do “andar de cima” e do povo e rejeita uso político da violência

Marina Verenicz

Brasília (DF), 29/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, partcipa de cerimônia de posse do Secretário-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, realizada no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 29/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, partcipa de cerimônia de posse do Secretário-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, realizada no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que a eleição presidencial de 2026 será guiada por dois eixos principais — “quem paga a conta” e soberania nacional — e não pela pauta da segurança pública, como tenta impor a oposição após a megaoperação no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos. A declaração foi feita em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Coordenador informal da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Boulos disse que a disputa eleitoral refletirá um embate entre os interesses da elite econômica e os da população.

“Há uma proposta da direita, endossada pela Faria Lima e por governadores, que diz que o povo deve pagar a conta cortando o BPC, o piso da saúde e da educação. Do outro lado, o presidente Lula e o nosso campo político defendem que quem deve pagar são os bilionários, os bancos e as bets [plataformas de apostas online]”, afirmou em entrevista ao jornal.

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Para o ministro, o tema fiscal será o eixo central do debate econômico, acompanhado por uma agenda nacionalista, em um contexto que ele descreve como “protecionalista e hostil” à América Latina.

“Vivemos um ataque à soberania nacional, até com ameaças militares. De um lado, há quem use mandato parlamentar para trair a pátria e governador que se esconde debaixo da saia de Donald Trump. Do outro, há um presidente que defende o Brasil e não aceita ser tratado como colônia ou quintal de ninguém”, disse.

A avaliação de Boulos reforça o discurso de confronto de classes que o governo Lula pretende adotar em 2026, contrapondo a agenda liberal de ajuste fiscal e privatizações à de redistribuição de renda e fortalecimento do Estado.

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