Boulos critica cobrança de apps de transporte e vê “agiotagem” contra motoristas

Secretário-geral da Presidência defende projeto no Congresso para rever divisão das corridas e cita compromisso de Hugo Motta em acelerar a pauta em 2026

Caio César

Ministro da Secretária-geral, Guilherme Boulos, participa do programa Bom dia, Ministro, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ministro da Secretária-geral, Guilherme Boulos, participa do programa Bom dia, Ministro, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o valor cobrado aos motoristas por aplicativos de transporte como uma “taxa de agiotagem”. A declaração foi dada em entrevista à CNN nesta segunda-feira (19).

“Você vai pegar a comissão de um vendedor de veículo, é de 5%; você pega comissão de um advogado, é de 10% a 20% do processo, isso por lei. E a da Uber, que só administra o aplicativo, é de 40% a 50%, sem assumir nenhum risco, sem ter nenhum investimento. Isso não é taxa de retenção, é taxa de agiotagem”, afirmou o ministro.

A fala ocorreu enquanto Boulos comentava um projeto em tramitação no Congresso que busca tornar esse cálculo mais justo para os trabalhadores de aplicativos, incluindo também serviços de entrega como iFood e 99. Segundo o ministro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dará prioridade ao tema neste ano.

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Em entrevista neste mês de janeiro ao programa “Bom dia, Ministro”, da EBC, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o Congresso já tem condições de aprovar uma regulamentação do trabalho por aplicativo ainda no primeiro semestre de 2026.