Bônus demográfico pode impulsionar PIB brasileiro até 2045, diz BTG

Mas além da demografia, estabilidade econômica e política, além de investimentos em educação e infraestrutura, são fatores primordiais

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Como parte de uma série de comentários discutindo o Brasil, uma equipe de analistas do BTG Pactual aponta que as mudanças demográficas do País podem garantir um crescimento médio do PIB (Produto Interno Bruto) ao redor de 1,35% ao ano até 2045, como reflexo da ampliação da população economicamente ativa, entre 15 e 60 anos.

A expectativa se dá por meio da combinação atual de baixa fertilidade e queda da mortalidade infantil. Tempos atrás, esse fenômeno já foi observado na Europa e no leste da Ásia e deve incrementar cada vez mais a população em idade disponível para o mercado de trabalho no Brasil até atingir o seu pico, por volta de 2025. Esse fenômeno é conhecido como bônus demográfico. 

Suporte
Entretanto, Carlos Sequeira, Antonio Junqueira e Bernardo Miranda alertam que essa perspectiva não garante o crescimento sustentado do País, uma vez que há a necessidade fundamental de suporte de medidas macroeconômicas, estabilidade política e investimentos em educação e infraestrutura.

Aprenda a investir na bolsa

O período entre os anos 80 até meados dos 90 prova essa tese, uma vez que o caos econômico, a hiperinflação e as incertezas políticas minaram os efeitos positivos dessa inversão da pirâmide demográfica do País.

“Em uma situação extrema, a força de trabalho sem a criação de empregos pode levar a revoltas como as que são vistas agora no Oriente Médio”, afirma o trio de analistas.

Planejamento previdenciário é essencial
Por outro lado, o crescimento da força de trabalho observado atualmente não trará apenas benefícios. Em um prazo mais longo, essa população irá envelhecer e o Brasil pode se ver frente a problemas fiscais e previdenciários que diversas economias centrais, principalmente europeias, já vivem atualmente.

A equipe do BTG lembra que atualmente o País já apresenta um alto e crescente déficit na previdência social, o que gera a necessidade de ação e planejamento o quanto antes por parte do Governo, como forma de se antecipar a possíveis crises fiscais no futuro.