Entrevista a Datena

Bolsonaro volta a dizer que Maia está “abalado por problemas pessoais”

O presidente também negou problemas de relacionamento com o Congresso, mas disse que não tem como atender a todos 

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SÃO PAULO – Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, o presidente Jair Bolsonaro voltou a negar problemas de relacionamento com o Congresso como um todo e, em particular, com o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizendo não ter problemas com ele. Porém, afirmou que não tem como atender pessoalmente 513 deputados e 81 senadores e manteve as dúvidas sobre a relação abalada entre o Executivo e o Congresso. 

Bolsonaro disse ainda que “a mídia fica de futrica”, mas apontou que Maia pode estar abalado uma vez que está passando por problemas pessoais. Contudo, o presidente não citou a prisão recente do ex-ministro Moreira Franco, que é casado com a sogra de Maia.

O presidente disse ainda que Maia foi “infeliz” ao comentar que o ministro da Justiça, Sergio Moro, era seu funcionário. Ele ainda defendeu o tuíte do filho, Carlos Bolsonaro, que perguntou por que Maia estava tão nervoso. A postagem foi a gota d’água para deflagrar a crise entre o presidente e o Congresso. 

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“Se eu ou o João Doria [governador de São Paulo] ficar irritado por causa disso… Pelo amor de Deus…Nós somos políticos e temos que ter couro duro para apanhar”, afirmou.

Sobre o pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, Bolsonaro disse acreditar que a Câmara tem capacidade de analisar o projeto paralelamente à tramitação da reforma da Previdência, mas disse que a decisão sobre o assunto cabe a Maia. Ele afirmou ainda que deve se encontrar com o presidente da Câmara assim que retornar de sua viagem a Israel. 

O presidente disse ainda que passa pouco tempo nas redes sociais, e que não pode se afastar das redes ou estaria sujeito apenas às “mentiras” que parte da imprensa conta a seu respeito.  

Para ele, há tentativa de algumas pessoas de “criar tempestade em copo d’água”, referindo-se à crise política na qual o governo se envolveu e que se agravou nos últimos dias.

Ao tratar sobre os problemas de comunicação entre governo e parlamentares, o presidente declarou que “é difícil se comunicar com 594 congressistas ao mesmo tempo”.

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