Medidas restritivas

Bolsonaro volta a criticar governadores e diz que desemprego parte de quem pratica lockdown

O presidente sempre foi um crítico do isolamento social, argumentando que os impactos financeiros são piores do que o próprio vírus

Presidente Jair Bolsonaro após reunião no Ministério da Economia em Brasília 27/01/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro após reunião no Ministério da Economia em Brasília (REUTERS/Ueslei Marcelino)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, nesta quinta-feira, governadores e prefeitos que têm decretado medidas restritivas para conter a circulação do coronavírus no pior momento da pandemia no Brasil, um dia após ter anunciado a criação de um comitê para definir ações do combate à Covid-19 em coordenação com os governadores.

“O desemprego, o fechamento de empresas, parte diretamente de quem pratica o lockdown. Fazemos e faremos tudo possível para manter empregos”, disse Bolsonaro em discurso durante cerimônia de anúncio de apoio financeiro a Santas Casas.

Bolsonaro citou medidas econômicas adotadas pelo governo para apoiar as empresas afetadas pela pandemia, e mencionou especificamente o setor de bares e restaurantes, “que tem sofrido muito com os decretos estaduais e municipais que têm fechado esses comércios”, segundo o presidente.

Apesar da eficácia das medidas de isolamento atestada em outros países e mesmo no Brasil no primeiro momento da pandemia, Bolsonaro tem batido de frente com os governadores que as defendem e chegou a ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubá-las –até o momento sem sucesso.

O presidente sempre foi um crítico do isolamento social, argumentando que os impactos financeiros são piores do que o próprio vírus, que já chamou de “gripezinha”.

No entanto, pressionado pelo Congresso e a sociedade pela falta de ação e os equívocos do governo contra a pandemia, Bolsonaro participou de reunião na quarta-feira entre os presidentes dos Poderes, ministros e governadores para tratar do enfrentamento à pandemia, e defendeu a união de esforços.

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