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DataPoder360

Bolsonaro segue líder em cenários sem Lula, mas perde apoio, mostra pesquisa

Segundo levantamento, a capacidade de transferência de votos do ex-presidente atualmente é baixa e pode prejudicar estratégia petista caso ele seja impedido de participar da disputa

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SÃO PAULO – O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) continua na liderança isolada das pesquisas de intenção de voto nos cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é considerado candidato, mas vem perdendo terreno. Por outro lado, nos cenários em que o nome do petista aparece, Lula continua na dianteira, mas voltando aos patamares do começo do semestre. É o que mostra a mais recente pesquisa DataPoder360. O levantamento foi realizado de 16 a 18 de novembro e contou com 2.171 entrevistados, por telefone, em 143 cidades. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário com o ex-presidente Lula representando o PT no pleito e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como candidato tucano, o petista aparece com 28% das intenções de voto, contra 28% registrados em outubro. O patamar é o mesmo observado no levantamento de julho. Logo atrás, empatado tecnicamente, vem o deputado Jair Bolsonaro, com 25% das intenções de voto, mesmo percentual registrado em outubro e agosto, levemente acima dos 21% observados em julho. Embolados em um segundo bloco de candidaturas aparecem a ex-senadora Marina Silva, com 8%, e Alckmin, com 7%, e o ex-governador Ciro Gomes, com 4%. Brancos e nulos somaram 19% e 10% não souberam ou não responderam.

No outro cenário com Lula, mas desta vez com o prefeito de São Paulo, João Doria, representando os tucanos, o ex-presidente apresenta recuo de 32% para 26% de outubro para novembro. Bolsonaro vem na sequência, com 18%, em uma oscilação em relação aos 20% nos previamente registrados. O prefeito de São Paulo aparece atrás, com os mesmos 9% registrados no mês anterior, empatado tecnicamente com Ciro Gomes, com 8%, e Marina Silva, com 8%. Brancos e nulos somaram 22% e 10% não souberam ou não responderam.

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No cenário com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad substituindo Lula na disputa e com Alckmin como candidato tucano, Bolsonaro oscilou de 23% para 22% entre outubro e novembro, liderando a preferência dos eleitores. Contudo, observando-se o movimento desde agosto, há uma trajetória de queda do parlamentar, com perda de 5 pontos percentuais. Na sequência, Ciro Gomes e Marina Silva aparecem empatados com 12%. O ex-governador do Ceará vem de uma marca de 14% registrada no mês anterior e agora volta ao mesmo patamar de setembro. A ex-senadora vem da marca de 9% registrada em outubro e também volta ao patamar de setembro. Alckmin oscila de 10% para 9% enquanto Haddad mantém 4%. Brancos e nulos somaram 21%, mesmo percentual de entrevistados que não responderam.

O cenário com Haddad representando o PT e Doria o PSDB, Bolsonaro manteve a liderança, mas oscilou de 24% para 22% das intenções de voto. Em setembro, o parlamentar chegou a contar com apoio de 26%. Na sequência, Ciro Gomes e Marina Silva aparecem empatados, com 14%, após registrarem, respectivamente, 11% e 13% em outubro. Pela primeira vez, Haddad aparece numericamente à frente de Doria, embora tecnicamente empatado. O petista oscilou de 7% para 5%, retornando ao patamar de agosto após um pico de 7% no mês passado. Já o tucano caiu de 8% para 3%, em seu mais baixo patamar neste cenário. Em agosto, o apoio ao prefeito paulistano era de 12% dos eleitores nessa situação, o que revela uma perda de competitividade de Doria com Lula fora da disputa. Brancos e nulos somaram 19% e 24% não responderam.

A pesquisa também mapeou o perfil do eleitor do ex-presidente Lula no primeiro cenário traçado: a maioria é composta por mulheres, tem faixa etária de 25 a 44 anos e 45 a 59 anos e mora nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Segundo o levantamento 51% dos eleitores disseram que não votariam em uma pessoa indicada pelo ex-presidente caso ele não seja candidato, ao passo que apenas 16% responderam afirmativamente e 33% não responderam. Tal situação reforça uma maior dificuldade do petista em transferir votos após a experiência recente da presidente cassada Dilma Rousseff.