Bolsonaro quer cortar 30% dos cargos “políticos” em bancos públicos

O presidente eleito disse que Paulo Guedes irá "rever" as estruturas das instituições

Weruska Goeking

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SÃO PAULO – O presidente eleito Jair Bolsonaro disse que pretende cortar “no mínimo” 30% dos cargos “políticos” nos bancos públicos do governo federal, conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo

“Pretendemos diminuir (o número de cargos) e colocar gente comprometida com outros valores lá dentro”, afirmou o presidente eleito a jornalistas no STM (Superior Tribunal Militar). 

Bolsonaro disse que seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, irá “rever” as estruturas das instituições. “Vamos diminuir isso aí”, respondeu ao ser questionado sobre o “cabide de empregos” nos bancos federais e autarquias.

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Um dos alvos do pente-fino será o Banco do Brasil, segundo o jornal, onde há apadrinhados de políticos que ocupam cargos com salário de até R$ 61,5 mil. 

A reportagem aponta que a equipe de Paulo Guedes e dos generais da reserva que atuam na transição do próximo governo solicitou formalmente um relatório com uma lista de apadrinhados em toda a máquina pública, com destaque para os bancos. 

Cortes nos Ministérios
Bolsonaro também pretende cortar 30% dos cargos comissionados nos Ministérios. Ele reconheceu a importância dos servidores indicados politicamente, mas disse que há um “exagero”.

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“Eu fui deputado e vereador por 30 anos com comissionados do meu lado. [Eles] são importantes. Mas eu concordo que há um exagero no número de comissionados nos ministérios. Pretendemos diminuir e botar gente comprometida com outros valores lá dentro.”

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