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Bolsonaro manda abraço a Trump e pede salva de palmas após decisão sobre Jerusalém

Presidente americano anunciou na última quarta-feira o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e prometeu a transferência da embaixada de seu país para esta cidade

SÃO PAULO – Alvo de muitas polêmicas e críticas por parte de órgãos internacionais, a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e determinar a transferência da embaixada (atualmente em Tel Aviv) foi elogiada pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ). 

Em discurso em Anapólis (GO), o deputado pediu uma salva de palmas ao presidente americano. “Eu quero mandar um abraço para o Trump pela sua decisão de reconhecer Jerusalém capital de Israel, país-irmão e berço de nossa cultura. Um país invejável, [com] progresso, com uma população maravilhosa. Uma ilha num mar de ditaduras. Essa é a nossa querida Israel. Uma salva de palmas para Donald Trump”, afirmou Bolsonaro.

Trump anunciou na última quarta-feira (6) o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e prometeu a transferência da embaixada de seu país para esta cidade, após décadas de consenso internacional que condicionavam a decisão a um acordo de paz.

Em pronunciamento na Casa Branca, no qual Trump afirmou que sua medida, que provocou reações furiosas nos palestinos e no mundo árabe e críticas da União Europeia, tem como objetivo promover a “paz”. “Isso não é nada mais nem menos do que o reconhecimento da realidade e a coisa certa a ser feita. É algo que tem de ser feito”, declarou o presidente dos Estados Unidos, remetendo a uma lei aprovada pelo Congresso em 1995, que prevê o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense e a mudança de sede da embaixada.

“Quando cheguei à Presidência, prometi olhar o mundo com olhos abertos e pensamentos novos. Antigos desafios precisam de uma nova abordagem. Meu anúncio marca o início de uma nova abordagem no conflito entre Israel e palestinos”, disse Trump, acrescentando que “alguns” dizem que “talvez tenha faltado coragem” a seus antecessores.

A decisão de Trump tem gerado protestos pelo mundo. No domingo, em diferentes localidades, ocorreram manifestações em frente às embaixadas dos Estados Unidos. Também hoje, a Liga Árabe, formada por 22 países, divulgou comunicado no qual rejeita a decisão.