Bolsonaro filtra visitas na prisão domiciliar e limita acesso a aliados, diz jornal

Ex-presidente reclama de parlamentares sem relação próxima e quer priorizar amigos e aliados políticos

Marina Verenicz

Ativos mencionados na matéria

(REUTERS/Marco Bello)
(REUTERS/Marco Bello)

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Cumprindo prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu adotar um filtro mais rígido para as visitas que recebe. A medida foi motivada por queixas a aliados sobre a presença, em sua casa, de parlamentares com quem mantém pouca ou nenhuma relação política.

Segundo apuração do jornal O Globo, Bolsonaro quer reservar o acesso a pessoas de sua confiança ou que exerçam papel relevante na articulação política. A partir de agora, os pedidos de autorização para visitas só serão encaminhados ao STF após aval pessoal do ex-presidente.

Amigos e aliados estratégicos

Nesta quarta-feira (13), Bolsonaro recebeu o empresário Renato Araújo, ex-candidato à prefeitura de Angra dos Reis pelo PL e amigo próximo. O encontro teve pouca conversa sobre política, mas Bolsonaro voltou a expressar desconforto com as restrições impostas pela prisão domiciliar.

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Ao deixar a casa, Araújo gravou um vídeo defendendo o ex-presidente e classificando sua prisão como “perseguição injusta”.

Visitas políticas

Ainda nesta semana, Bolsonaro deve receber o líder da oposição na Câmara, Sanderson Zucco (PL-RS). Na semana anterior, as visitas foram do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).

A prisão domiciliar foi decretada em 4 de agosto, após Moraes entender que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares ao participar virtualmente de ato político por meio de terceiros.

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O ex-presidente aguarda julgamento no STF, previsto para setembro, no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após sua derrota eleitoral em 2022.