“Bolsonaro falou, está falado”, diz Valdemar sobre indicação de Flávio como candidato

"Confirmado. Flávio me disse que o nosso capitão ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos", disse o presidente do PL

Caio César

O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, confirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu seu filho, Flávio, para disputar a Presidência nas eleições de 2026. “Confirmado. Flávio me disse que o nosso capitão ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos”, disse Valdemar em mensagem enviada à Reuters.

Bolsonaro cumpre pena de mais de 27 anos de prisão em um prédio da Polícia Federal em Brasília, pela participação na trama que tentou um golpe de Estado.

A escolha contraria a maioria das projeções, que indicavam uma disputa interna entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho Eduardo pela herança do nome político na disputa. Fora da família, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, era cotado como o nome mais forte em busca de apoio.

Segundo O Globo, Bolsonaro avaliaria que seu filho ganhará “musculatura política” a partir do momento em que se comportar como postulante ao cargo e assuma uma agenda de campanha. A avaliação é de que Flávio conta com aliados suficientes para disputar o Planalto.

Senador desde 2019, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acumula alianças com parlamentares do centro e pode receber o apoio dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Cláudio Castro (PL-RJ).

Nas redes sociais, Flávio destacou confirmar a decisão de Jair Bolsonaro. “É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, destaca trecho. “Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão”, conclui.

No entanto, sua pré-candidatura não foi bem recebida pelo mercado financeiro, o que fez o dólar registrar ganhos firmes ante o real, o Ibovespa se firmar em queda e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) dispararem mais de 20 pontos-base. O movimento no Brasil ocorre apesar dos índices de ações em Nova York estarem em alta.