Mudanças do presidente

Bolsonaro dá sinais de pragmatismo no governo apesar de recaídas

Desde a semana passada, o presidente corrigiu algumas de suas decisões, indo contra promessas feitas durante a campanha eleitoral.

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(Bloomberg) — O presidente Jair Bolsonaro vem dando sinais de pragmatismo, apesar de algumas recaídas que sustentam a animosidade com os demais poderes. Desde a semana passada, Bolsonaro corrigiu algumas de suas decisões, indo contra promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Na noite de ontem, fez um apelo aos senadores por meio de uma carta, para que mantivessem o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como uma atribuição do Ministério da Economia, contrariando seu ministro mais famoso, Sérgio Moro. Para convencer o ex-juiz que liderou a Lava-Jato a integrar seu governo, Bolsonaro prometeu a ele que que o conselho sairia do Ministério da Economia para ficar sob seu guarda-chuva na Justiça.

No entanto, diante da pressão de parlamentares da oposição e independentes, que são maioria no Congresso, teve que descumprir compromisso com Moro para não ver sua proposta de redução do número de ministérios totalmente derrotada.

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Ainda ontem, Bolsonaro recebeu em sua casa os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; da Câmara, Rodrigo Maia; e do Senado, Davi Alcolumbre, para propor um pacto em defesa do país. O encontro serviu para tentar dissipar mal-estar causado por protestos de bolsonaristas que acabaram atingido outros poderes, de forma mais dura Rodrigo Maia. Habituado ao confronto, no entanto, em menos de 12 horas Bolsonaro acabou com o cessar-fogo e voltou a atacar o presidente da Câmara, declarando que tem mais poder que ele para decidir sobre qualquer assunto.

Na semana passada, outra mudança importante patrocinada por Bolsonaro foi no decreto que flexibiliza uso e compra de armas no Brasil.

O documento estabelecia que pessoas autorizadas pela Polícia Federal poderiam entrar armadas em aviões comerciais e abria possibilidade de pessoas comuns comprarem fuzis. Para não ver seu decreto derrubado pelo STF, Bolsonaro mudou esses dois pontos, assinando um decreto bem mais suave do que o prometido aos seus eleitores.

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