Eleições

Bolsonaro critica voto nulo e cita Chile como exemplo de abstenção da direita

Esquerdista Gabriel Boric tomou posse como presidente do Chile nesta semana, depois de derrotar o candidato de extrema direita José Antonio Kast

Por  Reuters -

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar pessoas que votam nulo nas eleições e citou o Chile como um exemplo do que pode acontecer quando eleitores de direita se abstém.

“A pior coisa que se pode fazer é anular o voto, delegando a terceiros decidir o futuro do país. Pessoal às vezes reclama, ‘ah, o Chile’. No Chile quem decidiu foram os omissos, decidiram não votar em ninguém, a esquerda sempre votou, não reclamem. A democracia é linda, maravilhosa, mas passa pelo eleitor”, afirmou em uma rápida live na manhã desta quinta-feira, antes da reunião ministerial.

O esquerdista Gabriel Boric tomou posse como presidente do Chile nesta semana, depois de derrotar no segundo turno das eleições presidenciais naquele país o candidato de extrema direita José Antonio Kast. Bolsonaro não compareceu à posse e o vice-presidente Hamilton Mourão representou o governo brasileiro.

As pesquisas de intenção de voto feitas até agora mostram uma quantidade pequena de eleitores que planejam votar nulo ou branco no primeiro turno. A mais recente, Genial/Quaest, na quarta-feira, mostrou 6% de brancos ou nulos, um número bem abaixo da diferença entre Bolsonaro e seu principal competidor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é de 18 pontos percentuais.

Em um eventual segundo turno, a pesquisa mostra um número ainda menor de pessoas inclinadas a anular o voto, em torno de 3%. Em um eventual segundo turno, Lula derrotaria Bolsonaro, segundo a pesquisa, por 54% a 32%.

Na rápida live, feita depois de uma cerimônia de hasteamento da bandeira, no Palácio da Alvorada, o presidente disse que levará para sua live semanal nesta noite os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e da Agricultura, Tereza Cristina, para “mostrar o que está acontecendo” em relação ao preço de alimentos e dos combustíveis para que seus seguidores tirem suas conclusões.

“Então é mostrar o que está acontecendo e a conclusão de se a gente está fazendo a coisa certa é com vocês, vocês decidem. Às vezes não gostam. Cada um vota em quem acha que pode ajudar seu país. Com consciência, entendimento e responsabilidade”, afirmou.

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