Bolsonaro completa um dia internado sem previsão de alta; estado é grave

Dentre as três pneumonias que ele já apresentou essa é a mais grave, sinalizaram os médicos

Giovanna Sutto Agências de notícias

Senador Flávio Bolsonaro observa Jair Bolsonaro chegar ao Aeroporto Internacional de Brasília
25/11/2024
REUTERS/Adriano Machado
Senador Flávio Bolsonaro observa Jair Bolsonaro chegar ao Aeroporto Internacional de Brasília 25/11/2024 REUTERS/Adriano Machado

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Jair Bolsonaro, ex-presidente do país, completou 24 horas no hospital DF Star em Brasília. Internado com broncopneumonia, infecção respiratória grave. No último boletim, na sexta-feira, os médicos destacaram que o ex-presidente ainda corre risco de vida.

Segundo informações da CNN Brasil, ex-presidente passou a noite monitorado por uma equipe ininterruptamente. Michelle Bolsonaro o acompanhou na sexta (13) e a filha Laura ficou com o pai durante parte da madrugada.

Na noite desta sexta, Michelle afirmou que Bolsonaro conseguiu se alimentar e teve leve melhora no quadro de febre. Apesar disso, a expectativa é que Bolsonaro fique, ao menos, sete dias internado.

Causa da infecção

Segundo Fernanda Bacceli, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o quadro é um tipo de pneumonia de origem bacteriana que afeta múltiplos pontos do pulmão, como vias aéreas menores (bronquíolos e alvéolos são exemplos). Quando o quadro é bilateral, como no caso de Bolsonaro, significa que ambos os pulmões estão comprometidos.

No caso do ex-presidente, a condição teria tido origem nos problemas gástricos prévios dele, incluindo refluxo, gastrite e esofagite. Parte do líquido estomacal teria entrado no pulmão e causado a infecção.

Dentre as três pneumonias que ele já apresentou essa é a mais grave, conforme os médicos sinalizaram. A evolução é rápida em casos assim e a infecção coloca a vida do paciente em risco.

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Antes de ser internado, na última semana, o ex-presidente passou por exames médicos na Papudinha, onde está preso, segundo o relatório da Polícia Militar do Distrito Federal.

Tratamento

Paulo Abrão, presidente da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), explica que o tratamento é feito com antibióticos. A escolha do medicamento depende de fatores como a gravidade do quadro, a idade do paciente, a presença de doenças associadas e o local onde a infecção foi adquirida.

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Giovanna Sutto

Responsável pelas estratégias de distribuição de conteúdo no site. Jornalista com 7 anos de experiência em diversas coberturas como finanças pessoais, meios de pagamentos, economia e carreira.