Novo socorro

Bolsonaro admite negociar volta de auxílio emergencial

"Estamos negociando a questão de um auxílio ao nosso povo que está ainda em uma situação bastante complicada", disse o presidente

Bolsonaro acena e sorri durante discurso em Eldorado
O presidente Jair Bolsonaro (Miguel Schincariol/Getty Images)

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu publicamente pela primeira vez, nesta segunda-feira (8), que o governo está negociando a retomada do auxílio emergencial ou algum tipo de ajuda financeira a pessoas que ficaram desamparadas durante a pandemia do novo coronavírus.

“Estamos negociando com Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes, (Rogério) Marinho, entre outros, a questão de um auxílio ao nosso povo que está ainda em uma situação bastante complicada”, disse Bolsonaro.

“Sabemos que estamos, Paulo Guedes, no limite do nosso endividamento e devemos nos preocupar com isso”, emendou.

“Temos um cuidado muito grande com o mercado, com os investidores e com os contratos, que devem ser respeitados. Nós não podemos quebrar nada disso, caso contrário não teremos como garantir que o Brasil será diferente lá na frente”, destacou ele.

Bolsonaro – que desde o ano passado vinha se posicionando contrariamente à prorrogação do auxílio emergencial, encerrado em dezembro – fez esse aceno público do retorno do benefício em cerimônia no Palácio do Planalto da qual participaram os novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Lira e Pacheco vem defendendo a retomada do benefício desde a campanha para a sucessão das Casas Legislativas.