“Bolsa crack”: Derrite ataca Haddad em lançamento de candidatura de Tarcísio em SP

Ex-secretário de Segurança resgatou apelido dado pela oposição ao programa De Braços Abertos, criado por Haddad na Cracolândia em 2014

Caio César

O deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), é secretário de Segurança Pública de São Paulo, mas se licenciou do cargo para relatar projeto (Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), é secretário de Segurança Pública de São Paulo, mas se licenciou do cargo para relatar projeto (Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

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O ex-secretário de Segurança Pública e pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) acusou o pré-candidato ao governo do estado Fernando Haddad (PT) de criar uma “bolsa crack” durante sua gestão como prefeito de São Paulo.

O ataque ocorreu neste sábado (1º), na convenção do Republicanos que oficializou Tarcísio de Freitas à reeleição, e foi reforçado por Ricardo Nunes (MDB), que tachou Haddad de “pior prefeito” da capital.

“Eu vejo o lado de lá montando mentira o dia inteiro, fazendo propaganda mentirosa. O adversário [de Tarcísio] que vai ser derrotado no 1º turno foi o grande responsável, quando prefeito, por criar o ‘bolsa crack’, não conseguiu resolver absolutamente nada”, afirmou Derrite.

O programa citado pelo ex-secretário de Segurança Pública é o De Braços Abertos, criado por Haddad em 2014 para oferecer moradia temporária, alimentação, atendimento de saúde e oportunidades de trabalho a usuários de drogas na Cracolândia.

Um dos pontos mais controversos do projeto — e explorado pela oposição — é que ele não exigia que o beneficiário comprovasse abstinência. O objetivo era atuar como uma política de redução de danos, caminho para que o dependente abandonasse o vício.

Nunes endossou as críticas. “O pior ministro da Fazenda, que só prestou para ajudar o Paraguai”, disparou o prefeito, que também cobrou empenho de deputados e senadores para garantir a vitória de Tarcísio já no primeiro turno.

“Agora, depende de nós ganharmos no primeiro turno para poder varrer aquele que foi o pior prefeito de São Paulo. Ele ficou quatro anos, foi para a reeleição e o povo reprovou o trabalho dele. Ele perdeu para votos brancos e nulos. O cara que estava no exercício da Prefeitura e perdeu para votos brancos e nulos. Nós não o queremos aqui”, reforçou Nunes.