Bolsa: cenário de curto prazo continua incerto e cautela ainda é a palavra de ordem

Enquanto as incertezas sobre quadro externo não se reduzirem, mercado deve continuar sem tendência, avaliam analistas

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SÃO PAULO – A segunda semana de setembro foi pouco positiva para as negociações na Bovespa. As incertezas em relação ao crescimento da economia norte-americana e mundial acabaram pressionando os preços das commodities.

Como conseqüência, os investidores adotaram uma postura mais cautelosa, reduzindo a procura por ativos considerados de maior risco, como os brasileiros. O Ibovespa acumulou perda de 1,06% no período e encerrou a sexta-feira cotado a 36.170 pontos.

Em relação às perspectivas de curto prazo, lembrando que na próxima semana teremos o vencimento de opções na Bovespa (segunda-feira) e a reunião de setembro do Fomc (Federal Open Market Committee), os analistas consultados pela InfoMoney se mostram cautelosos.

Cenário de curto prazo continua bastante incerto

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Fábio Raize, da corretora São Paulo, por exemplo, avalia que a tendência para o mercado segue indefinida. “Enquanto as incertezas no cenário externo não se reduzirem, o mercado deve continuar meio de lado. Lembrando ainda que estamos próximos das eleições presidenciais, recomendo cautela aos investidores”.

Neste contexto, João Carlos Cortisonto, da Corretora Isoldi, comenta que os investidores estão preocupados com o ritmo da desaceleração da economia norte-americana e seus impactos sobre a economia mundial e preços das commodities. “O cenário de curto prazo continua bastante incerto”, completa.

Em relação ao resultado da reunião do comitê de política monetária dos Estados Unidos, que se encerrará na próxima quarta-feira (20), o consenso é que os Fed Funds serão mantidos nos atuais 5,25% ao ano. “Os últimos indicadores da economia norte-americana elevam de forma significativa essa percepção”, comenta Kelly Trentin, da corretora SLW.