Bolsa: ainda é cedo para se falar em reversão consistente de tendência

Nesta sessão, atenção especial à ata do Fomc e desenrolar das tensões no Oriente Médio; ajuste não está descartado

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SÃO PAULO – Um dia após o Copom (Comitê de Politica Monetária) reduzir os juros em linha com o esperado e o presidente do Federal Reserve dizer que a economia norte-americana está a caminho de um período de crescimento moderado que deverá vir acompanhado de desaceleração da inflação, os investidores deverão focar suas atenções nesta quinta-feira no anúncio da minuta do Fomc (Federal Open Market Committee), às 15h.

Na visão de Marcio Cardoso, da corretora Título, o conteúdo do documento não pode estar muito diferente das palavras recém ditas por Bernanke, que volta a falar no Congresso dos EUA nesta manhã, às 11h. Uma aposta na coerência – por vezes criticada – das autoridades monetárias dos EUA. Se confirmada essa perspectiva, o mercado pode render mais um dia de altas, apesar de a forte valorização de quarta-feira sugerir algum ajuste.

Apesar da momentânea melhora do humor dos investidores estrangeiros e manutenção das melhores perspectivas para a economia doméstica, estrategistas comentam que ainda é cedo para falar em reversão consistente de tendência para o Ibovespa, cujo desempenho deve seguir balizado pela evolução dos principais bolsas externas. Os agentes vão continuar atentos também ao desenrolar das tensões que se instalaram no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços do petróleo.

Outros destaques da agenda do dia

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Na agenda econômica desta quinta-feira, teremos ainda o anúncio do Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na semana terminada em 15 de julho. Também é esperado o Leading Indicators, compilação de uma série de indicadores da economia no país, referente a junho.

Será publicado também o Philadelphia Fed Index. Através dele, o Banco Central da Filadélfia mostra o nível de atividade industrial nos Estados Unidos no mês em questão.

No plano econômico interno, teremos a nota do Setor Externo referente ao mês de junho. Na esfera corporativa, encerra-se nesta sessão o período de reservas da oferta da Cesp. Foi anunciado que o preço das ações ofertadas pela Cyrela ficou em R$ 29,50. A Klabin publica os seus demonstrativos financeiros referentes ao segundo trimestre. Sem concorrentes, a VarigLog vai participar do leilão da Varig.

Bolsas internacionais e futuros

Em relação aos mercados internacionais, reagindo aos comentários de Bernanke, as bolsas asiáticas encerraram suas negociações em forte alta, e os principais mercados europeus operam com ganhos.

Já nos Estados Unidos, onde a safra de resultados corporativos do segundo trimestre chama a atenção, os mercados futuros operam em baixa. Na BM&F, o contrato futuro do Ibovespa registra desvalorização de 0,13%.

Mercado de câmbio

No mercado de câmbio, a melhora do humor internacional, o baixo risco-país e as melhores perspectivas para a economia brasileira sugerem a manutenção de um fluxo positivo de capitais para o país. No entanto, após quatro sessões seguidas de desvalorização, algum movimento de ajuste pode ser verificado.

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Nesta quinta-feira, atenção especial ao conteúdo da ata do Fomc e desenrolar das tensões no Oriente Médio. As constantes intervenções do Banco Central também devem continuar influenciando as cotações. O contrato futuro de dólar opera em alta de 0,36% na BM&F.