BofA ML eleva preço-alvo para Vale e a mantém como top pick de mineração

Analistas atualizaram o modelo com preços de commodities metálicas mais altos; Bradespar continua com perspectiva positiva

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SÃO PAULO – O Bank Of America Merrill Lynch elevou o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale (VALE3, VALE5), ao atualizar o modelo com os preços dos metais mais altos, ao passo em que a manteve como top pick para o setor de mineração na América Latina.

Os analistas estimaram um target de US$ 46,00 por ADR, ante projeção anterior de US$ 39,00, o que representa um upside de 37,80% (potencial teórico de valorização com base no fechamento de 11 de novembro), além de assumir um capex de US$ 110 bilhões em cinco anos e a elevação da capacidade de produção em 72% nos próximos sete anos.

Receitas em alta
Com isso, as receitas referentes a 2010 foram reajustadas para cima em 3% e em 15% para o próximo, ao passo que o lucro líquido foi revisado em 6% a menos neste ano e em 19% a mais para 2011.

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“Em nossa visão, o mercado já está descontando um significativo risco político nas ações da Vale”, aponta o banco em relatório. No entanto, a empresa continua muito sensível ao preço do minério de ferro, fato que deverá ser amenizado em 2011 devido ao incremento da produção de níquel previsto no próximo ano, com projetos no Canadá, informam o banco.

Bradespar mantém perspectiva positiva
Já com relação à Bradespar (BRAP4), holding que tem participação na Vale, os analistas se mantêm otimistas, refletindo o desempenho da mineradora. “Em nossa visão, o desconto mais baixo para a Bradespar é explicada pela percepção dos investidores de um maior risco político na Vale”.

O relatório destaca que para o governo brasileiro controlar totalmente a companhia, deveria adquirir a participação da Bradespar ou da Mitsui. “Essa pontecial compra aumenta o valor das ações da Bradespar”, destacam os analistas.