BNDES eleva dividendos para 50% do lucro e deve pagar até R$ 16 bi ao governo em 2024

"Estamos contribuindo mais com o Tesouro, que não é uma atitude própria dos bancos públicos. Mas nós achamos que nesse momento é muito importante", afirmou o presidente do banco de fomento

Estadão Conteúdo

Sede do BNDES no Rio de Janeiro 08/01/2019 (REUTERS/Sergio Moraes)
Sede do BNDES no Rio de Janeiro 08/01/2019 (REUTERS/Sergio Moraes)

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O aumento do porcentual do pagamento de dividendos de 25% para 50% do lucro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não vai reduzir os desembolsos do banco, garantiu nesta quarta-feira, 12, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O valor pode chegar a R$ 16 bilhões e entram no Tesouro Nacional até o final do ano.

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“O BNDES está aumentando para 50% o pagamento de dividendos. Estamos indo para R$15, quase R$16 bilhões. Estamos tirando recursos do nosso capital, o que não é fácil”, disse Mercadante. “O capital é o que permite a gente alavancar e financiar o crescimento. Mas estamos contribuindo mais com o Tesouro, que não é uma atitude própria dos bancos públicos. Mas nós achamos que nesse momento é muito importante”, afirmou.

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Ele participou pela manhã do Future Investment Initiative (FII) Institute, organização sem fins lucrativos apoiada pelo FIP (fundo soberano da Arábia Saudita) e 30 empresas globais. O evento, que abrange lideranças e investidores globais, é realizado no hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio.

Segundo Mercadante, a ajuda ao governo não compromete os financiamentos feitos pelo banco. “Nós temos reservas estratégicas e, principalmente, nós estamos criando novos instrumentos que permitem essa atitude. Por exemplo, a Fazenda (Ministério) emitiu US$ 2 bilhões em bônus sustentáveis, fez o chamado hedge, quer dizer, protegeu a oscilação do câmbio. E nos deu o Fundo Clima, que são R 10,4 bilhões. Uma taxa de juros básica de6,15% fixa ao ano, que é um ótimo instrumento.”, explicou.