Publicidade
Os deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) também destinaram emendas parlamentares à Academia Nacional de Cultura, entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com dados do Portal da Transparência, Bia teria designado R$ 150 mil, enquanto Pollon destinou R$ 1 milhão. Os recursos foram destinados, por meio de um contrato com o governo de São Paulo, ao projeto “Heróis Nacionais”. No entanto, ambos os valores não tiveram execução financeira e efetiva transferência para a ANC.
A informação consta no relatório da Polícia Federal utilizado para embasar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que nesta quinta-feira (10) autorizou o cumprimento de mandados contra Karina, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e outros investigados.
No caso de emenda de Pollon, os R$ 1 milhão foram destinados em 26 de junho de 2024, em duas parcelas nos valores de R$ 700 mil e R$ 300 mil. Ambos os valores foram pagos em 13 de dezembro de 2024 ao estado de São Paulo, mas não tiveram repasse efetivo para entidade presida por Karina.
O repasse de Bia Kicis também foi dividido em pagamentos de R$ 85.589,23 e R$ 64.410,77, debitados em 12 de dezembro do mesmo ano.
Leia também:
Continua depois da publicidade
- Frias repassou R$ 2 milhões em emendas para produtora de Dark Horse, alega PF
- Flávio acusa Dino de interferência eleitoral após operação sobre filme de Bolsonaro
- Flávio Dino retira sigilo de decisão que autorizou operação sobre ‘Dark Horse’
Operação Make Up
As informações do relatório embasam a operação Make Up, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), que nesta quinta-feira cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Segundo a PF, os elementos reunidos até agora indicam a possível atuação conjunta de agentes públicos e privados para direcionar parte dos recursos a empresas contratadas de maneira irregular, incluindo por meio de emendas parlamentares.
A Operação Make Up apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos relacionados a licitações.
Continua depois da publicidade