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BC: Alexandre Tombini é nome mais cotado para substituir Meirelles

Diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro é nome mais cotado para presidência do BC caso Meirelles decida sair

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SÃO PAULO – Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, pediu ao presidente Lula um tempo para pensar e disse que anunciará seu futuro político nesta quarta-feira (31). A encruzilhada é saber se fica à frente do Banco Central, que já está sob o seu comando desde 2002, ou se irá concorrer a algum cargo eletivo no pleito de outubro.

Se decidir pela última opção, Meirelles tem até o dia 3 de abril para se descompatibilizar de seu atual cargo. Nessa hipótese, o nome mais cotado para sucedê-lo é Alexandre Antonio Tombini, atualmente Diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Bacen.

Perfil
Ph.D. em Economia pela Universidade de Illinois, Tombini é funcionário de carreira do Banco Central, no qual participou das negociações dos programas brasileiros junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional), além de já ter ocupado as Diretorias de Assuntos Internacionais e de Estudos Especiais. 

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Para Rafael Cortez, analista político da Tendências Consultoria, a indicação de Tombini “evitaria incertezas e estresse em função da saída do Meirelles em pleno ano eleitoral”, já que ele é da diretoria do Banco Central. Além disso, Tombini já substitui Meirelles em algumas reuniões de governo. 

Recentemente, Tombini sugeriu a criação de um índice para acompanhar a evolução dos preços no setor imobiliário. “Temos que avançar com a criação de um indicador de preços para monitorar o mercado. É uma lacuna a ser preenchida no curto prazo”, disse. 

Ata do Copom
Para Cortez, a última ata do Copom causou certa estranheza. Com um tom muito forte e um placar apertado, o analista político acredita que o mercado ficou com a sensação de que o Banco Central já tinha sinais que justificavam uma alta dos juros em março. No entanto, avalia-se que a decisão ficou para abril “na expectativa de criar um ambiente político para o sucessor de Meirelles ganhar maior credibilidade elevando a Selic”, aponta.

Cortez, no entanto, descarta esse tipo de análise. “Não faria nenhum sentido, já que a lógica para se ter credibilidade é mexer nos juros quando as condições técnicas para o controle da inflação necessitarem”, indica. 

Política monetária
Mas, o que é mais importante, independente do nome que for indicado, Cortez não vislumbra mudanças na política monetária do governo. Em ano eleitoral, Dilma depende da inflação estabilizada, e por isso o analista da Tendências descarta eventual pressão do governo sobre um possível novo presidente do Banco Central. 

Por outro lado, enquanto o mercado fala pouco de outras opções que não Tombini, há um perfil bastante definido que seria mal visto. Para Cortez, a indicação de uma pessoa ligada ao Ministério da Fazenda, que tem uma equipe mais heterodoxa, causaria mais impacto, por exemplo.

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Possibilidades
Huong Kuo Seen, gestor de carteiras da Grau Gestão de Ativos, também aposta no nome do Tombini. “Seria um indicador de continuidade da política monetária adotada até aqui”, avalia. No entanto, ele relembra que outro nome já foi aventado, o de Luciano Coutinho, atualmente presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento). Para Kuo Seen, sua indicação poderia trazer um pouco mais de preocupação por ser mais adepto de uma linha desenvolvimentista.

 

Já Cortez acredita que o nome de Coutinho é pouco provável, até mesmo porque o BNDES tem tamanha centralidade na política do governo após a crise que é pouco provável que Coutinho queira deixar a presidência da instituição.

Vale ressaltar também que na avaliação do analista da Tendências não são poucas as chances de que Meirelles permaneça no atual cargo.