Política

Bate-boca e confusão entre petistas e tucanos marcam debate sobre Lula no Senado

No momento mais tenso, Lindbergh acusou a força tarefa da Lava Jato de ter uma conduta partidarizada, proteger parlamentares da oposição e "sequestrar" Lula

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SÃO PAULO – Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) bateram boca nesta segunda-feira (7) quando discutiam sobre o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 24ª fase da operação Lava Jato, ocorrido na última sexta-feira (4). Lula foi levado à Polícia Federal por condução coercitiva, o que desde então está gerando muita discussão.

Todos os discursos, da oposição e de aliados ao governo, nesta segunda trataram do episódio. No momento mais tenso, Lindbergh acusou a força tarefa da Lava Jato de ter uma conduta partidarizada, proteger parlamentares da oposição, “sequestrar” Lula e estar alinhado ao que chamou de “grupelho fascista que tomou conta do país” composto pela mídia, políticos e “juízes, procuradores e delegados autoritários”.

“Essa força tarefa Lava-Jato está tendo uma conduta partidarizada! E na verdade, as 117 conduções coercitivas foram ilegais. Todas elas. Protegem tucanos, que nunca gostaram de investigação no Brasil”, acusou ele.

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O senador Aloysio Nunes se irritou com as colocações de Lindbergh Farias, chamando-as de “infâmias”. “Não venha com suas infâmias. O senhor é um fanático, caluniador. Esse discurso estercorário. O senhor está sujando a tribuna do Senado”, disse Aloysio Nunes contra o colega petista.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), também se exaltou contra Lindbergh. “Na época do Fernando Henrique Cardoso não havia uma organização criminosa comandando o Brasil, senador Lindbergh”, contestou o tucano.

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