Economia

Batalha foi em vão e governo de Dilma poderá ser o 1° a terminar com Selic maior

Segundo a Bloomberg, a expectativa de operadoras de mercado é que a taxa de juro termine 2014 acima de 11,5% ao ano, contra 10,75% no início do mandato de Dilma

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SÃO PAULO – Dilma Rousseff, que levava como campanha eleitoral a redução da taxa de juros no Brasil a níveis históricos, não conseguiu sustentar sua promessa e pode se tornar a primeira presidente desde que as metas de inflação foram adotadas, em 1999, a terminar o mandato com custos de empréstimo mais altos do que quando assumiu, segundo informações da agência de notícias Bloomberg. 

Durante o governo do seu mentor, Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa Selic caiu 14,25 pontos percentuais, e nos três últimos anos do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, que terminou em 2002, recuou 20 pontos percentuais. Agora, a expectativa de operadores do mercado é que a Selic termine 2014 acima de 11,50%, contra 10,75% no início do mandato de Dilma, em janeiro de 2011, ou seja, alta de quase 1 ponto percentual, segundo levantamento da Bloomberg. 

O “erro” de Dilma foi ter reduzido de maneira drástica a Selic, segundo economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio e ex-diretor do Banco Central. Para ele, reverter a rota para elevar a Selic em 2,25 p.p., de um recorde histórico de 7,25% desde abril, ainda não será suficiente para conter as expectativas de inflação. 

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A estratégia usada pelos estrategistas do BC de redução da Selic saiu pela culatra: esperava-se que as taxas de juros mais baixas reanimassem o crescimento econômico ao longo de uma década pelos gastos dos consumidores, mas a caminho da eleição presidencial no ano que vem, Dilma entregará a mais lenta expansão em períodos de quatro anos e o primeiro aumento da inflação anual sob qualquer presidente desde 1990, segundo as últimas consultas do BC a economistas. A projeção é que a inflação anual irá acelerar para 5,93% até o final do ano que vem, contra 5,85% em 2013 e 5,91% no início do mandato de Dilma.