Lava Jato

Banco suíço denuncia contas usadas pela JBS e atribuídas a Lula e Dilma, diz jornal

O volume de dinheiro e os padrões de transferências sem justificativa levantaram a suspeita de crimes financeiros, embora a instituição desconheça os beneficiários das movimentações

SÃO PAULO – Em delação à Procuradoria Geral da República, o empresário dono da JBS Joesley Batista afirmou que abriu contas na Suíça para favorecer os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que chegaram a um valor de US$ 150 milhões (veja mais clicando aqui). 

Mas esta conta, supostamente usada para movimentar os recursos ilícitos para abastecer campanhas dos petistas, foi alvo de denúncias de um banco suíço antes  mesmo de vir à tona o conteúdo das delações, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

O volume de dinheiro e os padrões de transferências sem justificativa levantaram a suspeita de crimes financeiros, embora a instituição desconheça os beneficiários das movimentações.

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Agora, a PGR espera que as informações coletadas pelas autoridades sejam transferidas ao Brasil. Na avaliação de autoridades suíças , o Ministério Público Federal terá “forte chance” de apurar mais detalhes sobre as transferências. O banco Julius Baer fechou as contas na Suíça e o dinheiro foi transferido para Nova York, onde hoje vivem Joesley e sua família.

Em sua delação, Joesley disse que o dinheiro era operado a mando do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, com o conhecimento de Lula e Dilma. Os petistas negam as acusações. 

Mesmo sem o nome dos envolvidos nos extratos, uma vez que operadores e doleiros teriam efetuado as transações, fontes do setor financeiro suíço ouvidas pelo jornal dizem acreditar que as datas das transferências podem indicar se o dinheiro foi movimentado com maior intensidade nos meses que antecederam eleições no Brasil.