Banco Central japonês pode ficar sem presidente por tempo indeterminado

Com a rejeição do candidato Toshiro Muto, pela oposição, 2ª maior economia pode ficar sem líder de política monetária

SÃO PAULO – O BOJ (Banco Central do Japão) poderá ficar sem presidente por tempo indeterminado. Isso porque o PDJ (Partido Democrático do Japão), da oposição, vetou a candidatura de Toshiro Muto, ex-vice-ministro de Finanças, e atual vice do Banco.

O veto foi feito nesta quarta-feira (12), após votação na Câmara Alta, cuja maioria é composta pela oposição.

Nomeação

Na última sexta-feira (7), o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, havia indicado Muto para assumir a presidência do BOJ, porém, como a nomeação deve ser aprovada pelas duas Casas do Parlamento japonês, o candidato se torna obrigado a ser aprovado também pelos membros da oposição.

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Como no próximo dia 19 de março o atual líder do BOJ, Toshihiko Fukui, deixará o cargo, o órgão poderá ficar sem um presidente, deixando a segunda maior economia mundial sem um líder na política monetária.

A oposição justificou o veto afirmando que, como ex-vice-ministro de Finanças, Muto poderia prejudicar a independência do banco.

O PDJ também votou contra a candidatura de Massaki Shirakawa, diretor executivo do banco e segunda opção do governo japonês. Dessa vez, o ato foi justificado pelo fato de que o candidato seria muito tecnocrata, o que poderia lhe causar dificuldades em governar o BOJ.