Pesquisa

Avaliação do governo Bolsonaro é positiva para 32% e negativa para 43%, mostra CNT/MDA

Levantamento mostra que a aprovação do desempenho pessoal do presidente chegou a 39%, o menor patamar já registrado na atual administração

Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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SÃO PAULO – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enfrenta seu pior momento junto à opinião pública, em uma situação de avanço da pandemia do novo coronavírus e seus impactos sobre a economia, de crises internas no governo e investigações contra si e contra aliados.

É o que mostra pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira (12). Acesse a íntegra clicando aqui.

Segundo o levantamento, o percentual de eleitores que consideram o atual governo ótimo ou bom oscilou negativamente de 35% em janeiro para atuais 32%. Já os que avaliam a administração como ruim ou péssima saltou de 31% para 43% no período.

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O levantamento também mostra que chegou ao menor patamar nominal o grupo eleitores que aprovam o desempenho pessoal de Bolsonaro: 39%, um recuo de 9 pontos percentuais em comparação com quatro meses atrás e 2 p.p. abaixo da mínima de agosto do ano passado.

Por outro lado, a desaprovação da atuação do presidente saltou 8 p.p. nos mesmos quatro meses, para 55%. A marca é superior em 1 p.p. a atingida em agosto.

A pesquisa contou com 2.002 entrevistas telefônicas, realizadas entre 7 e 10 de maio. A margem máxima de erro é de 2,2 pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%, o que significa que, se a pesquisa tivesse sido realizada no mesmo período e sob as mesmas condições, esta seria a probabilidade de o resultado se reproduzir dentro do limite da margem de erro.

A piora na avaliação de Bolsonaro coincide com uma drástica reversão nas expectativas dos eleitores sobre o mercado de trabalho no país e a própria renda. Para 68%, a situação do emprego vai piorar – uma alta de 49 p.p. em comparação com janeiro. Já os que acreditavam em melhora caíram de 43% para 15%.

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Sobre a expectativa para a situação da própria renda mensal, foi de 34% para 9% o percentual que acredita em aumento. Do lado oposto, cresceu de 11% para 47% o grupo dos que esperam uma piora em suas condições financeiras.

O levantamento mostra um pessimismo generalizado para as principais áreas de governo. Na saúde, nos últimos quatro meses, mais que dobrou o grupo dos que esperam uma piora, que agora soma 52% dos entrevistados. Na educação, apenas 14% esperam melhora. A fotografia é similar para a segurança pública, em que a maioria agora espera que a situação fique como está (44%) ou piore (35%).

Quanto ao combate à Covid-19, a pesquisa revela que 52% dos eleitores aprovam a atuação do governo federal, enquanto 42% desaprovam. O saldo de Bolsonaro é pior do que o de governadores estaduais, que têm medidas aprovadas por 69% dos entrevistados e reprovadas por 27%.

Para 67% dos entrevistados, o isolamento social, medida criticada por Bolsonaro, deve ser praticado por todos, independentemente de ser ou não do grupo de risco. Outros 29% apoiam o chamado isolamento vertical, com a restrição do isolamento a idosos e a pessoas com doenças crônicas – posição defendida pelo presidente.

Política

O levantamento também mostra uma preocupação do eleitorado sobre o combate à corrupção depois da demissão do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública e às acusações de possível interferência de Bolsonaro sobre a autonomia da Polícia Federal.

Para 40% dos entrevistados, o combate à corrupção piorará depois da saída do ex-juiz da Operação Lava-Jato do governo. Outros 40% acreditam que a situação continuará como está, ao passo que 12% esperam uma melhora.

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Quanto às recentes manifestações contra o Congresso Nacional e contra o Supremo Tribunal Federal, 52% dos entrevistados se posicionaram contra e 29% a favor. Outros 11% responderam não estar em nenhum dos lados e 9% não souberam ou não quiseram opinar.