Austrália tem provas de que caça de baleias japonesas é feita de forma indiscriminada

O ministro do Meio Ambiente australiano afirmou possuir fotos de uma baleia e sua cria sendo puxados para navio japonês

SÃO PAULO – O ministro do Meio Ambiente da Austrália, Peter Garret, afirmou, na última quinta-feira (7), que o país possui provas para um caso judicial contra o Japão e as atividades baleeiras japonesas.

Em uma entrevista a rede de TV Channel Nine, Garret disse que as provas envolvem fotografias de uma baleia minke e de seu filhote sendo arrastados pela rampa de um baleeiro.

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O ministro afirmou ser angustiante pensar que após o arpão atingir a baleia, ela pode demorar 15 minutos para morrer.

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Para Garret, a foto que mostra um filhote sendo caçado comprova que a atividade japonesa é feita de forma indiscriminada. “Defender que isso é de qualquer forma científico é continuar com a piada que se tornou este assunto desde o primeiro dia”, afirmou.

Em janeiro, um juiz australiano proibiu a caça de baleias na reserva marítima da Austrália, na Antártida, porém o Japão não reconhece essa determinação, por considerar que a área está fora da jurisdição de Canberra.

O país asiático retomou a caça anual de baleias em novembro, apesar da solicitação da Comissão Baleeira Internacional de interrupção dessa atividade.

O governo australiano informou que irá estender a duração do seu programa de vigilância à caça de baleias, e que a promotoria-geral do país está considerando quais ações legais que devem ser tomadas nesse caso.