Aumento dos preços é principal efeito da crise no dia a dia dos consumidores

Ela atingiu 47% das respostas. Em seguida vieram a dificuldade para pagar dívidas (32%) e a perda do emprego (27%)

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SÃO PAULO – A elevação dos preços dos produtos é o principal efeito da crise financeira mundial no cotidiano dos consumidores. Esse item correspondeu a 47% das respostas, em um questionário de múltipla escolha.

Em seguida, a crise é percebida na dificuldade para pagar as dívidas já contraídas, segundo 32% dos entrevistados, e na perda do emprego, para 27%.

Os dados fazem parte da Pesquisa CNI-Ibope, referente ao primeiro trimestre de 2009 e divulgada nesta sexta-feira (20).

Outras consequências

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Outros efeitos citados pelos consumidores foram o aumento na taxa de juros para comprar eletrodomésticos e/ou carro/moto, a ameaça ou risco de perder o emprego e a dificuldade para pagar aluguel/prestação da casa própria.

Na tabela abaixo, é possível verificar quais são as consequências da crise no dia a dia dos consumidores, segundo suas próprias percepções:

“Qual destes o(a) sr(a) diria que é o principal efeito da crise financeira internacional no seu dia a dia?”
EfeitoPercentual
Aumento do preço dos produtos47%
Dificuldade para pagar dívidas já contraídas32%
Perda do emprego27%
Aumento na taxa de juros para comprar eletrodomésticos e/ou carro/moto14%
Ameaça ou risco de perder o emprego13%
Dificuldade para pagar aluguel/prestação da casa própria11%
Dificuldade para pagar prestações de bens como eletrodomésticos e/ou carro/moto11%
Dificuldade para conseguir financiamento para compra de imóveis/da casa própria9%
Dificuldade para conseguir financiamento para compra de bens como eletrodomésticos7%
Dificuldade para conseguir financiamento para compra de carro6%
Perda de dinheiro em aplicações/investimentos financeiros5%
Redução nos prazos para pagamento de compras de carros, eletrodomésticos e outros bens4%
Teve que demitir alguém1%

Fonte: CNI-Ibope

Variação entre dezembro de 2008 e março de 2009

Em relação à última pesquisa, divulgada em dezembro de 2008, a maior variação das respostas dos entrevistados ficou no quesito “perda do emprego”, que passou de 16% para 27%.

Outro efeito que também aumentou foi o da “dificuldade para pagar dívidas já contraídas”, que passou de 26%, no último trimestre de 2008, para 32% nesta pesquisa.

Já as consequências que apresentaram recuo na percepção dos consumidores foram o “aumento na taxa de juros para comprar eletrodomésticos e/ou carro/moto”, que foi de 21% para 14%, e “dificuldade para conseguir financiamento para compra de imóveis/da casa própria”, indo de 14% para 9%, ambos na mesma base comparativa.

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Os demais efeitos citados, tiveram variações bem inferiores às mencionadas, não passando de 2 pontos percentuais entre um estudo e outro.

Hábitos de consumo

O levantamento ainda perguntou sobre o impacto da crise nos hábitos de consumo dos brasileiros e, em março, 30% deles disseram que já alterou. Em dezembro, a resposta representou 20%.

Já a parcela daqueles que afirmaram que a crise ainda não alterou foi de 21%, em março, ao passo que, três meses antes, 27% deram a mesma resposta.