Aumentam as tensões acerca da disputa de cargos na CPI dos cartões corporativos

Henrique Fontana classifica como infantil a atitude da oposição; morte do senador Jonas Pinheiros atrasa o processo

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SÃO PAULO – Com o adiamento da leitura do requerimento de criação da CPI mista dos Cartões, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), afirmou nesta quarta-feira (20) que não vai ceder nenhum cargo de comando da investigação para a oposição.

Na contramão da fala de Romero Jucá (PMDB-RS) e Maurício Rands (PT-PE), que na última sessão sinalizarem estar discutindo a divisão de postos, Fontana afirmou que se trata de uma prerrogativa de PT e PMDB ocuparem os cargos. Além disso, o petista mencionou que a oposição não se mostra interessada em negociar.
Vale ressaltar que o adiamento da leitura foi motivado pela morte do senador Jonas Pinheiros (DEM-MT). Frente ao fato, a analise por parte da Mesa Diretora do Senado do pedido da CPI restrita à Casa pedida por Arthur Virgílio (PMDB-AM) também foi adiada.

Regulamento

Por serem os partidos com maior representação, o PT e PMDB possuem direito às duas vagas de comando na CPI mista. Porém o PSDB e DEM afirmam formar um bloco no senado tendo, portanto, direito à presidência mesmo com o PMDB tendo maior bancada individual.

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Por fim, Fontana classificou como infantil o protocolo do pedido de CPI restrita ao Senado realizado na última terça-feira (19). E ainda, garantiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se envolverá no conflito.