AtlasIntel: Isenção do IR é destaque positivo para Lula, enquanto IOF domina críticas

Pesquisa mostra contrastes na percepção do eleitor: medidas sociais têm apoio amplo, enquanto impostos e fiscalização pesam negativamente

Marina Verenicz

Lula durante entrevista à imprensa em Kuala Lumpur
27/10/2025. REUTERS/Edgar Su
Lula durante entrevista à imprensa em Kuala Lumpur 27/10/2025. REUTERS/Edgar Su

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A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (2) detalhou como os eleitores enxergam os principais acertos e erros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados mostram que iniciativas sociais continuam sendo o ponto mais forte da gestão, enquanto medidas associadas a impostos e custos ao consumidor formam o núcleo da rejeição.

A Farmácia Popular aparece como o programa mais bem avaliado do governo, com aprovação de 86% dos entrevistados. A retirada de garimpeiros de terras indígenas é vista como acerto por 75% dos eleitores, e a retomada do Minha Casa, Minha Vida alcança 74% de apoio.

A ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, sancionada por Lula na semana passada, também teve boa recepção. Para 81% dos eleitores, a medida representa um acerto, enquanto 14% consideram um erro.

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No lado oposto, a chamada taxa das blusinhas é o item mais rejeitado da pesquisa. O imposto sobre compras internacionais de até U$ 50 é considerado um erro por 65% dos entrevistados, contra 30% que apoiam. A medida encabeça o grupo de ações percebidas como aumento de custo direto ao consumidor.

O aumento do IOF aparece como o segundo maior erro da gestão, reprovado por 58% dos eleitores. A aprovação é de 33%. Outro ponto negativo é o programa Emprega 347, voltado ao trabalho de presos do regime semiaberto, rejeitado por metade dos entrevistados.

Mesmo itens distorcidos por desinformação impactam a avaliação do governo. A pesquisa registrou que 53% dos eleitores reprovam a ideia de que o governo estaria fiscalizando movimentações via Pix acima de R$ 5 mil mensais, embora se trate de informação falsa. A aprovação nesse caso é de 36%.

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A decisão do governo de retirar empresas públicas, como os Correios, da lista de privatizações também aparece entre os erros mais citados, rejeitada por 52% dos entrevistados.

O conjunto dos dados revela um padrão claro. Medidas sociais e de alívio financeiro tendem a consolidar apoio, enquanto mudanças tributárias e políticas percebidas como intervencionistas ou que elevam custos ao consumidor geram desgaste.