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O trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 48,8% dos brasileiros e reprovado por 50,7%, segundo a pesquisa Latam Pulse, do instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (18). Outros 0,4% disseram não saber ou preferiram não responder.
Os números praticamente repetem o cenário de novembro e indicam estabilidade na percepção sobre o governo. O resultado consolida a interrupção do movimento de recuperação observado ao longo do segundo semestre e mantém a avaliação geral em patamar apertado às vésperas do ano eleitoral.

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Com esse desempenho, o governo entra em 2026 com um saldo ainda negativo na opinião pública. Em setembro, Lula havia registrado o melhor nível de aprovação desde janeiro de 2024, quando a avaliação positiva superou a negativa pela terceira vez. Desde então, porém, a desaprovação voltou a liderar pelo segundo mês consecutivo.
Na avaliação qualitativa do governo, 48,9% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 46,5% a consideram ótima ou boa. Apenas 4,6% avaliam o governo como regular. Apesar do quadro ainda desfavorável, houve avanço de 2,1 pontos percentuais na fatia que considera a administração ótima ou boa em relação ao mês anterior.
Segundo o instituto, o cenário ainda deixa espaço para eventual recuperação ao longo de 2026, sobretudo se o governo conseguir capitalizar politicamente medidas de impacto direto no bolso da população, como a isenção do Imposto de Renda para faixas mais baixas e o fim da obrigatoriedade das autoescolas.
Inflação volta ao radar
Um dos fatores que haviam contribuído para a melhora da popularidade de Lula no segundo semestre foi a percepção de alívio nos preços. Esse movimento, no entanto, perdeu força na rodada mais recente.
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A percepção de inflação voltou a subir levemente, passando de 5,1 para 5,4 pontos, enquanto as expectativas avançaram de 4,4 para 4,9 pontos. O dado sinaliza uma recomposição moderada da preocupação com o custo de vida, após meses de queda.
Ainda assim, ambos os indicadores permanecem abaixo dos picos registrados no início de 2025, o que indica que a pressão inflacionária segue mais controlada, apesar de sinais recentes de perda de fôlego no curto prazo.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 18.154 brasileiros adultos entre os dias 10 e 14 de dezembro de 2025, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos.