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Ata explicando o Copom ‘confuso’ e mais 5 eventos que vão agitar a semana que vem

Mercado ficará de olho em comunicação do Banco Central e em decisão de juros nos Estados Unidos

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SÃO PAULO – Apesar da alta desta sexta, a Bolsa caiu de novo esta semana, com movimentos bastante bruscos. Para achar o motivo basta lembrar do filme Casablanca e culpar os suspeitos de sempre. Petróleo despencando e China causando volatilidade novamente foram os grandes drivers. Na semana que vem, os asiáticos devem ficar mais longe dos holofotes, mas petróleo deve continuar a mexer nas bolsas, junto com os Estados Unidos, que voltam a ter reunião do Fomc (Federal Open Market Committee). No entanto, o maior destaque mesmo fica para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que servirá para explicar a estranha decisão da última quarta-feira. 

Para o economista da Rio Bravo Investimentos, Evandro Buccini, o comitê vai ter que dar uma boa explicação para a mudança de comunicação feita de última hora. A maneira como os membros da autoridade monetária farão isso, segundo ele, é revisar muito a atividade econômica, tentando vender para o mercado a ideia de que a decisão de manter a Selic inalterada em 14,25% depois de meses fazendo comunicação hawkish (agressiva) foi técnica e não política. “Eu sinceramente acho que eles vão sinalizar manutenção da Selic no futuro, mas na semana que vem a curva de juros deve inclinar mais nos DIs mais longos por embutir um aumento do risco”, explica. 

Fora do Brasil, a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) volta a ganhar importância por conta da volatilidade recente dos mercados. Para Buccini, os membros do comitê devem comentar as recentes quedas no mercado, o que pode gerar expectativas de que o ritmo de aumento das taxas de juros nos EUA seja mais gradual e suave. “Se eles apertarem a caneta nesta volatilidade, podemos esperar por aumentos mais graduais”. O resultado prático disso nos mercados seria uma alta das bolsas, já que a rentabilidade dos títulos da dívida norte-americana não aumentaria tanto e não causaria uma fuga de apetite de risco global tão forte. Só há um risco: “se o Fomc exagerar, as bolsas podem cair por temores de que a economia esteja muito ruim”, explica o economista. 

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A seguir, os destaques da agenda econômica semanal:

Ata do Copom (Brasil)
Sai na quinta-feira (28) a ata da última reunião do Copom. O dado é o mais aguardado da semana que vem, mostrando os motivos por que o comitê decidiu não elevar a taxa básica de juros da economia brasileira na última reunião. A ata será divulgada pelo Banco Central às 8h30 (horário de Brasília). 

Resultado fiscal (Brasil)
Ainda na lista de indicadores brasileiros importantes da semana, o resultado primário consolidado das contas públicas de dezembro deve atingir um superávit de R$ 3 bilhões sem o pagamento das pedaladas, o mínimo necessário para se cumprir a meta revisada (déficit de R$ 51,8 bilhões), segundo a Rosenberg Associados. Segundo Evandro Buccini, no entanto, o mais importante será justamente olhar para os pagamentos das pedaladas. “É bom olhar as explicações do governo sobre as pedaladas”, afirma. O indicador sairá na sexta-feira (29) às 10h30. 

PME (Brasil)
Já na quinta-feira (28) às 9h, sai a PME (Pesquisa Mensal do Emprego) de dezembro apurada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A estimativa da LCA Consultores, é de que o desemprego caia de 7,5% para 7,4%.  

PIB (EUA)
Na sexta-feira (29), será divulgada a primeira estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos para o quarto trimestre de 2015. A expectativa mediana dos economistas é de que a maior economia do mundo cresça 0,8%, ante 2% registrados no terceiro trimestre do ano passado. O número sai às 11h30. 

FOMC (EUA)
O Federal Open Market Committee divulga a sua decisão de juros na quarta-feira (27) às 17h, ou seja, bem perto do fechamento do mercado brasileiro. É um dos eventos mais importante do cenário macroeconômico da semana e deve ser acompanhado de perto pelos investidores. 

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Estoques de petróleo (EUA)
Principal driver do mercado nos últimos tempos, os estoques saem às 13h30 da quarta-feira. Para Evandro Buccini, o dado tende a continuar sendo um dos principais drivers do mercado. 

Para ver a agenda completa da semana que vem, clique aqui.

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