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Às vésperas das eleições, compare as propostas de José Serra e Dilma Rousseff

Candidatos demoram a divulgar programas de governo; tributação e gasto público marcam algumas das diferenças

SÃO PAULO – Após semanas de intensa troca de farpas e acusações relacionadas a escândalos administrativos, o segundo turno das eleições para a presidência da República de 2010 chega ao fim no próximo domingo, 31 de outubro. 

Tornando mais difícil a comparação entre propostas, os dois candidatos remanescentes na disputa, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), foram alvo de intensas críticas por conta da falta de programas de governo, tendo divulgado informações mais detalhadas sobre as propostas apenas na reta final da campanha.

Comparação
Em linhas gerais, os candidatos defendem a elevação do investimento público em infraestrutura, mas têm opiniões distintas quanto a temas como a carga tributária, gastos do Governo e negociações de acordos comerciais externos. 

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Neste cenário confuso, a InfoMoney acompanhou os principais candidatos, preparando uma amostra das propostas econômicas essenciais e das principais dúvidas do mercado: 

José Serra – PSDB 

Carga Tributária: redução geral do nível de tributação e incentivo a programas que elevem a base de arrecadação, como a Nota Fiscal Eletrônica.

Capital humano: defende a promoção massiva do ensino técnico, tanto superior quanto em nível médio, como método para qualificar a mão-de-obra.

Infraestrutura: pretende cortar gastos do governo federal, mas elevar investimentos públicos, além de promover parcerias com iniciativa privada por meio de concessões.

Reformas: defende a flexibilização das leis trabalhistas, e a coordenação entre a Fazenda, o Planejamento e o Banco Central, o que é visto como possível ameaça à autonomia da política monetária.

Comércio Internacional: alteração do foco de acordos comerciais multilaterais, por meio do Mercosul e da OMC, para ampliar a possibilidade de acordos bilaterais.

Dilma Roussef – PT

Carga tributária: defende simplificar a cobrança de impostos sobre bens de capital e exportações, em acordo com os estados, mas é a favor de manutenção de arrecadação elevada de tributos para alimentar programas de redistribuição de renda, como Bolsa Família.

Infraestrutura: identificada com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), propõe a continuidade dos investimentos e da nacionalização de cadeias de produção com o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Capital humano: expansão do ensino superior por meio das universidades públicas e a continuidade das bolsas na rede privada oferecidas pelo ProUni.

Reformas: contrária a alterações na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), possui em sua base aliada alguns dos principais defensores da redução da jornada de trabalho.

Comércio internacional: propõe a ampliação da integração com parceiros regionais e dos laços com países emergentes, bem como o fortalecimento de fóruns como o G-20, e a reforma de organizações internacionais, como a OMC (Organização Mundial do Comércio).