Unidos para 2018?

As três condições do PMDB para apoiar Alckmin na eleição presidencial de 2018

Aprovação das reformas, defesa do governo Temer e candidato comum ao governo de São Paulo são condições para o partido apoiar os tucanos no ano que vem

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SÃO PAULO – Com 2018 se aproximando, uma das grandes questões para o pleito do ano que vem é sobre se haverá uma candidatura unificada da “centro-direita”. O presidente Michel Temer busca uma frente única para a eleição presidencial que defenda o governo, mas ainda enfrenta obstáculos, enquanto o PSDB busca, em meio à crise interna, não se isolar dos outros partidos e angariar apoio (veja mais sobre o assunto clicando aqui).  

Neste sentido, a coluna do Estadão informa que o PMDB colocou na mesa três condições para apoiar a candidatura do governador Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto. A primeira é o PSDB aprovar não só a reforma da Previdência como também a tributária, que voltará a ser prioridade do governo. Os tucanos devem decidir nesta quinta-feira se aprovam “fechamento de questão” sobre o tema, algo que não foi estabelecido ainda e foi alvo de críticas internas de quadros históricos, como foi o caso do economista Edmar Bacha, um dos fundadores do Plano Real. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que a mudança na previdência é uma das bases de tudo que o partido sempre defendeu para a economia. 

A segunda condição para apoiar o governador de São Paulo à presidência é que Alckmin se comprometa a defender o legado do presidente Michel Temer antes, durante e depois da campanha. Segundo afirmou um dirigente partidário à coluna, “não adianta o tucano ganhar a eleição e falar em herança maldita no dia seguinte”.

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A terceira condição é um candidato comum ao governo de São Paulo: segundo o jornal, o presidente do PMDB fez chegar ao prefeito de São Paulo João Doria que a legenda apoia uma eventual candidatura dele ao governo caso Alckmin aceite as condições do partido. Um acordo significa tirar o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, da disputa pelo governo e, em troca, o peemedebista receberia o apoio para uma vaga ao Senado.

O PMDB tem duas armas para convencer os tucanos, aponta a coluna do Estadão: além de ter o maior tempo de TV entre os partidos para propaganda eleitoral, o PMDB sabe que ninguém governa sem seu apoio no Congresso.