Eleições EUA

As polêmicas não param: Trump diz que mulheres devem ser punidas por fazer aborto

A polêmica foi citada por Hillary Clinton: "Apenas quando você pensa que não poderia piorar. Horrível e revelador", escreveu a pré-candidata no Twitter

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SÃO PAULO – O pré-candidato republicano Donald Trump não cansa de fazer declarações polêmicas e nesta quarta-feira (30) afirmou durante um programa no canal MSNBC que mulheres que fazem abortos deveriam receber “algum tipo de punição” se o procedimento for banido, sem detalhar qual seria essa punição.

De acordo com a agência Associated Press, em uma discussão acalorada com o apresentador Chris Matthews, durante a gravação de uma entrevista em Green Bay, Wisconsin, Trump se descreveu como um “pró-vida com três exceções”. Ele já disse diversas vezes que é a favor de exceções em casos de estupro, incesto ou risco para a vida da mãe.

Ao ser perguntado se o aborto deveria ser banido, Trump respondeu que “é preciso que exista alguma forma de punição”. Questionado por Matthews sobre o tipo de punição, o empresário respondeu: “ainda não determinei qual deveria ser a punição”. Após a divulgação do comentário, o empresário foi muito criticado nas redes sociais, com usuárias do Twitter pedindo que nenhuma mulher vote nele.

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A polêmica foi citada por Hillary Clinton, que é considerada favorita no lado Democrata e pode enfrentar Trump em novembro. “Apenas quando você pensa que não poderia piorar. Horrível e revelador”, escreveu a pré-candidata no Twitter.

Horas depois da declaração, Trump publicou em seu site um comunicado oficial sobre o assunto, no qual isenta as mulheres de possíveis punições. “Se o Congresso aprovar uma lei que torne o aborto ilegal e as cortes federais acolherem essa lei, ou se algum estado tiver permissão para banir o aborto sob lei estadual ou federal, o médico ou qualquer outra pessoa que execute esse ato ilegal em uma mulher deveria ser legalmente responsável, não a mulher. A mulher é uma vítima nesse caso, assim como a vida em seu útero. Minha posição não mudou – assim como Ronald Reagan, sou pró-vida com exceções”, diz a nota.