Pós morte de Campos

As condições que Marina apresentará para assumir a candidatura no PSB, segundo a Folha

Dentre as condições, está a escolha de um vice "confiável" para seu núcleo político; jornal diz que ela não fará novas exigências, mas que também não cederá completamente

SÃO PAULO – A coluna Painel, da Folha de S. Paulo, destacou hoje que o grupo de Marina Silva afirma que ela apresentará condições para não assumir “às escuras” a candidatura do PSB.

Dentre as condições, está a escolha de um vice “confiável” para seu núcleo político e que preencha três requisitos: lealdade a Eduardo Campos, confiança da ex-senadora e capacidade de unir a “ala petista” e a “ala tucana” do PSB.

Outro aliado destacou que Marina não será candidata apenas da Rede. Segundo o aliado ouvido pelo jornal, há pontos divergentes entre o programa de Eduardo e o de Marina: ” Ela não fará novas exigências, mas também não cederá completamente”.

O jornal também destacou que o PSB pré-agendou a primeira reunião sobre a nova chapa para o dia seguinte ao sepultamento de Campos, com previsão para que aconteça na segunda-feira. Alguns doadores já sinalizaram que ajudariam Marina para assegurar que haverá segundo turno.

Vale ressaltar que, de acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, defende a candidatura de Marina Silva à presidência da república no lugar do marido. A reportagem cita falas de amigos e aliados. 

Referência emocional do marido, Renata também tinha influência e palpitava em todas as decisões tomadas por ele. Conforme aponta a Folha, assim como o marido, a figura de Renata é reverenciada no PSB justamente por seu papel ao lado de Campos. Mas, segundo o jornal, ninguém aposta na possibilidade de uma candidatura na vaga de vice, embora seja unânime em Pernambuco que ela teria força eleitoral. 

Conforme aponta o jornal O Estado de S. Paulo, o grupo majoritário do PSB defende a confirmação de Marina como nome do partido ao Palácio do Planalto. Porém, os dirigentes e líderes da legenda querem em troca garantias da candidata a vice. Pedem, por exemplo, que ela não ataque as alianças políticas estaduais costuradas pela cúpula.

Marina é contra acertos do PSB com os tucanos em estados como São Paulo e no Paraná, por considerá-los um obstáculo ao discurso da “nova política”, mas havia parado de fazer críticas públicas às alianças a pedido de Campos. Mas não vinha participando de eventos ao lado de Campos nesses estados. 

O temor dos líderes é de que, com a morte do ex-governador, a ex-ministra do Meio Ambiente volte à carga contra os acordos. Mas, só após obter as garantias da aliada – que se filiou ao PSB em outubro do ano passado após não conseguir registro da Rede Sustentabilidade na Justiça Eleitoral – é que ela deverá ser confirmada candidata.

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