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Petrobras (PETR4) sobe com petróleo, vacinas e redução de dívida; veja perspectivas para as ações

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As 5 ações para ficar de olho no início do pregão desta sexta-feira

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 SÃO PAULO – Após a forte queda de 1,69% na véspera, o Ibovespa deve seguir o movimento de cautela nesta sexta-feira, com todos os olhos voltados para a fala de Janet Yellen durante a tarde. Por aqui, o noticiário político é bastante movimentado, com destaque para a repercussão dos depoimentos da Odebrecht no TSE. Confira os destaques desta sexta-feira (3):

1. Ações para monitorar

PDG Realty (PDGR3): A incorporadora PDG Realty informou nesta quinta-feira que a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Capital de São Paulo deferiu o pedido de recuperação judicial das 512 sociedades que integram o grupo. A justiça também nomeou a PricewaterhouseCoopers para atuar como administradora do processo de recuperação judicial da companhia, segundo o comunicado, e suspendeu todas as ações e execuções em curso contra a PDG por 180 dias. Por fim, a justiça também definiu um prazo de 60 dias úteis para apresentação do plano de recuperação judicial da PDG. A companhia protocolou na justiça seu pedido de recuperação judicial na semana passada. A dívida líquida e os custos a incorrer somavam R$ 6 bilhões ao final do terceiro trimestre de 2016.
Ambev (ABEV3): Após o decepcionante balanço apresentado na manhã de quinta, o BTG Pactual revisou para baixo as estimativas para a Ambev, mantendo recomendação neutra para os ativos com preço-alvo de R$ 17,50. Os analistas do banco revisaram para baixo as estimativas para o receita, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e lucro em 6%, 11% e 12% respectivamente, de modo a refletir o impacto do câmbio, o novo guidance de custos sobre os produtos vendidos, além de assumir menores preços para a cerveja. Além disso, o Citi cortou a recomendação para as ações da companhia de compra para neutra. 
Cielo (CIEL3): O HSBC elevou a recomendação para as ações da Cielo de manutenção para compra, aumentando o preço-alvo de R$ 32,00 para R$ 33,00.
Oi (OIBR4): A operadora de telecomunicações Oi informou na quinta-feira ter recebido correspondência da Orascom informando que estendeu até 31 de março o prazo para um plano alternativo de reorganização que ajudaria a acelerar sua saída da recuperação judicial.
Dasa (DASA3): A Dasa informa que não ocorrerá o aumento de capital que fora anunciado em 20 de janeiro, logo após a compra da rede de laboratórios Salomão e Zoppi. A operação seria de no mínimo R$ 20,836 milhões e no máximo R$ 21,25 milhões, com emissão de no mínimo 1.100.105 ações e no máximo 1.121.964, ao preço de R$ 18,94 para subscrição privada. Isso porque nesta quinta-feira, 2 de março, foi encerrado o período para o exercício do direito de preferência e nesse ínterim o acionista controlador, Edson Bueno, veio a falecer, no dia 14 de fevereiro. Os acionistas controladores, Cromossomo Participações II, Edson de Godoy Bueno e Dulce Pugliese de Godoy Bueno haviam se comprometido a fazer a subscrição do valor mínimo, o qual não foi atingido durante o período de exercício. A subscrição nesse intervalo foi de 438 ações, apenas, ou R$ 8.295,72. A companhia informa que os acionistas que tiverem exercido seu direito de preferência receberão de volta os valores em cinco dias úteis.

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1. Bolsas mundiais

Após um dia predominantemente de baixa na última quinta-feira, com os mercados mundiais precificando as falas de dirigentes do Federal Reserve apontando para uma alta de juros nos EUA já na próxima reunião do Fomc no dia 15, a autoridade monetária americana segue dando o tom dos mercados nesta sexta-feira. Diversos dirigentes falarão durante a sessão, mas o grande destaque será o discurso da chairwoman da autoridade monetária, Janet Yellen, que pode dar mais pistas sobre os próximos passos do Fed. Com isso, a sexta é de queda para os principais índices mundiais, com as bolsas europeias registrando sua segunda baixa seguida e reduzindo os ganhos acumulados na semana.

Na Ásia, a maior parte das bolsas também fechou em queda. Os índices acionários chineses encerraram uma sequência de três semanas de ganhos, com os investidores aguardando também a reunião anual do Parlamento que provavelmente enviará mais sinais de reformas dolorosas do que de estímulo favorável ao mercado. As blue-chips têm superado as pequenas empresas em função da recuperação econômica e pelas expectativas de que mais estímulo fiscal será revelado na reunião do Congresso Nacional do Povo da China, que começa no domingo. No entanto, as evidências apontam que os líderes da China devem demonstrar sua preferência pelas reformas em vez do estímulo como prioridade, devido a preocupações sobre a instabilidade financeira. Ainda no gigante asiático, o PMI de serviços caiu em fevereiro para 52,6 de 53,1 em janeiro, informou o Markit/Caixin. Embora tenha permanecido bem acima da marca de 50 que separa expansão de contração, foi a taxa mais fraca de expansão desde outubro. 

Atenção ainda para a queda de 1,14% do índice sul-coreano Kospi e a baixa da moeda do país, o won, em meio às tensões com a China. Durante a semana, o governo chinês advertiu que adotará “as medidas necessárias” para proteger seus interesses contra o sistema antimísseis dos Estados Unidos THAAD na Coreia do Sul, cujo processo de instalação será acelerado após a compra dos terrenos que abrigarão este escudo por parte de Seul. A China considerou a atitude da Coreia do Sul “desrespeitosa” com Pequim por “insistir em trabalhar com os Estados Unidos e acelerar o processo de instalação” do THAAD, não levando em conta a “forte oposição” do país. Já no mercado de commodities, o petróleo tem leve alta, mas se mantém perto do menor nível
em três semanas com estoques americanos contrabalançando Opep. Já o níquel e outros metais sobem em Londres, enquanto o minério de ferro cai em Dalian com receios sobre nível de estoques na China

Às 8h07, este era o desempenho dos principais índices:

*FTSE 100 (Reino Unido) -0,16%

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*CAC-40 (França) +0,29%

*DAX (Alemanha) -0,16%

*Xangai (China) -0,34% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,74% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,49% (fechado)

*Petróleo brent  +0,42%, a US$ 55,31 o barril

*Petróleo WTI +0,32%, a US$ 52,78 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian -1,57%, a 688 iuanes

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3. Agenda de indicadores

Com o Fed dominando a agenda internacional, os investidores monitoram de perto as falas da chairwoman, Janet Yellen, às 15h, do presidente regional de Chicago, Charles Evans, às 12h15, e dos diretores Jerome Powell e Stanley Fischer, às 14h15 e 15h, respectivamente. Mais cedo, às 11h45, serão conhecidos os PMIs de Serviços e Composto dos Estados Unidos. No Brasil, é esperada a divulgação dos números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Veja a agenda completa de indicadores clicando aqui

4. Noticiário político

Brasília ainda digere a confirmação do agora ex-senador tucano Aloysio Nunes no posto de ministro das Relações Exteriores, ocupando o lugar deixado pelo também senado pelo PSDB José Serra, que pediu demissão na semana passada. Segundo informa a Bloomberg, citando uma fonte próxima ao novo ministro, ele pretende viajar mais que seu antecessor e provavelmente fará um road show no exterior para promover a agenda de reformas do Brasil. Aloysio vê o aumento das políticas autoritárias da Venezuela como potencial ameaça à América Latina e quer dar novo fôlego às negociações entre o Mercosul e a União Europeia.

Os depoimentos de executivos da Odebrecht no TSE também seguem sendo destaque, envolvendo tanto a situação quanto à oposição. O ex-executivo da Odebrecht Benedito Junior disse que foi definido em uma reunião com Marcelo Odebrecht e outros executivos que a Odebrecht ia contribuir com R$ 200 milhões para todas as campanhas em 2014 – inclusive a presidencial, segundo informa o G1. O mesmo delator teria dito que repassou R$ 9 milhões em caixa 2 a campanhas do PSDB a pedido do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que nega irregularidades. Já o ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis disse que a empreiteira repassou  R$ 4 milhões em recursos de caixa dois para “consolidar” o apoio do PDT à chapa Dilma-Temer nas eleições presidenciais de 2014, A Folha de S. Paulo informa ainda que, após o depoimento de Marcelo Odebrecht na última quarta-feira, o Planalto vê risco real a Temer se chapa não for dividida. Por outro lado, o jornal O Globo afirma que o governo está aliviado com o conteúdo do depoimento do ex-presidente da empreiteira. 

Na agenda política, o ministro da Fazenda  Henrique Meirelles e o secretário de Previdência, Marcelo Caetano,
reúnem-se com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, às 9h30.  Já o presidente do Banco Central Ilan Goldfajn tem reunião com Roberto Luis Troster, economista da Troster & Associados, com Edivar Queiroz, presidente da Luz Soluções Financeiras, com a diretoria do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, e com Marcelo Noronha, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), todas no escritório do BC em São Paulo. 

5. InfoMoney TV

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Nesta sexta-feira, InfoMoney e Um Brasil recebem o secretário de Desestatização da cidade de São Paulo, Wilson Poit. Ele, que trabalhou também na gestão de Fernando Haddad (PT), tem a missão de levar à frente os planos de concessões de grandes projetos como o estádio do Pacaembu e o autódromo de Interlagos, prometidas pelo atual prefeito João Doria (PSDB). A entrevista vai ao ar ao vivo às 14h. Confira a programação completa da InfoMoney TV, clicando aqui.

(Com Bloomberg, Agência Estado e Reuters)