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Mal assombrado

As 3 pessoas e uma empresa da Bolsa que tiveram uma péssima sexta-feira 13

Desde o político Gilberto Kassab e a polêmica envolvendo o fim da internet ilimitada, até as operações da Polícia Federal citando a JBS e a Marfrig

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SÃO PAULO – A “sexta-feira 13” tem fama de ser um dia de azar, uma data mal assombrada, mas apesar da maioria da população não sofrer nada nestes dias, hoje algumas pessoas (e empresas) tiveram um dia para esquecer. Desde o político Gilberto Kassab e a polêmica envolvendo o fim da internet ilimitada, até as operações da Polícia Federal citando a JBS e a Marfrig.

Confira quem teve uma péssima sexta-feira 13:

JBS
As ações da JBS ficaram entre as maiores perdas do Ibovespa hoje com suspeitas de que a empresa seja um dos “frigoríficos” citados na Operação Cui Bono, da Polícia Federal, deflagrada nesta manhã, que investiga um esquema de fraudes na liberação de créditos pela Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013. As informações que deram origem às investigações foram obtidas de um celular do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha apreendido em 2015.

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Segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, o despacho do juiz que autorizou a ação afirma que Cunha, Geddel, Cleto e Funaro agiram juntos para beneficiar empresas do grupo J&F, a BR Vias, a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários e o Grupo Bertin. Os investigadores haviam informado que, entre os empresários suspeitos de participar da fraude, estão executivos do setor frigorífico, concessionárias de administração de rodovias, empreendimentos imobiliários e do mercado financeiro.

Em nota, a JBS informou que não foi alvo da operação Cui Bono realizada pela Polícia Federal e que não foi notificada sobre a decisão judicial referente à essa operação. “A empresa pauta suas relações na ética e profissionalismo e tem convicção da regularidade das suas práticas. A Companhia ressalta ainda que sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade”, diz o texto.

Fundador da Marfrig
Durante a tarde surgiu a informação de que o fundador da Marfrig, Marcos Molina, foi um dos alvos desta operação da Polícia Federal deflagrada hoje. Os investigadores afirmaram que, após autorização judicial, foi extraída do celular de Cunha “uma intensa troca de mensagens eletrônicas entre o presidente da Câmara à época e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013” que indicavam “possível obtenção de vantagens indevidas pelos investigados em troca da liberação para grandes empresas de créditos junto à Caixa Econômica Federal”.

Sérgio Cabral
Mais cedo nesta sexta-feira, a Justiça Federal do Rio de Janeiro informou ter “descoberto” um valor de R$ 38,5 milhões do ex-governador do estado Sérgio Cabral em um fundo de investimento. A questão é que o montante foi informado errado pelo Coaf (Controle de Atividades Financeiras) e na verdade é de R$ 385 mil, segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

O valor consta do relatório do Coaf enviado ao Ministério Público Federal e baseou o novo pedido de bloqueio de bens de Cabral feito nesta manhã. Os recursos estavam num fundo sob gestão da instituição financeira Bem DTVM, vinculada ao Bradesco. Cabral foi preso em novembro durante a Operação Calicute, junto com sua esposa, Adriana Ancelmo, que tinha R$ 10 milhões em conta. Os dois são acusados de obter propinas em obras públicas no Estado.

Gilberto Kassab
A página Anonymous Brasil no Facebook divulgou nesta sexta-feira o que afirma serem dados pessoais sensíveis do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab. A invasão foi uma represália ao fato de Kassab ter dito, nesta quinta-feira, que as operadoras de internet fixa poderiam cortar o acesso de seus clientes depois do uso de um limite de dados ainda em 2017

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Depois de diversas manifestações de descontentamento na internet, a Anatel se pronunciou e disse a alguns veículos que não pretende mexer na medida cautelar publicada em 2016 que impede a prática por parte das operadoras. O próprio ministro recuou do que disse em entrevista e afirmou nesta sexta que “não haverá mudanças no modelo atual” de pacotes. 

Na publicação em que divulga os dados, o Anonymous afirma que “o governo voltou atrás, mas nosso aviso é permanente”.