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Preso na Lava Jato

Artistas e intelectuais de esquerda se contrapõem a PT e defendem José Dirceu

Intelectuais dizem que prisão teve cunho político e que não faz sentido já que o ex-ministro já cumpria pena domiciliar pelo mensalão

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SÃO PAULO – Apesar do comando nacional do PT ter decidido não fazer um desagravo público ao ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, artistas e intelectuais historicamente ligados ao partido saíram em defesa de dele. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a lista conta com o escritor Fernando Morais, autor de “Chatô, o Rei do Brasil”, além dos atores José de Abreu e Paulo Betti. 

Morais acredita que Dirceu foi vítima de uma tentativa de se atingir o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Abreu criticou o fato do juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, mandar prender o petista que já cumpria prisão domiciliar pelo mensalão. “O juiz Sérgio Moro é o único juiz do mundo que prende preventivamente preso condenado”, afirmou.

“José Dirceu não é um bandido. Ele lutou e arriscou a vida dele pela democracia, conduziu um partido ao poder e estabeleceu um projeto [para o país]”, disse o cineasta Luiz Carlos Barreto, diretor do filme “Lula, o filho do Brasil”. 

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Quem também defendeu Dirceu, segundo a Folha, foi Luis Fernando Veríssimo. O escritor disse que mesmo que a prisão de Dirceu não fosse política ela teria cunho político, devido ao que o ex-ministro representa. Veríssimo ainda criticou o PT, dizendo que o partido “ainda não usou todo o seu poder de reação. Ou talvez não o tenha mais. A estratégia do PT nesse imbróglio todo eu não sei qual é”, disse. 

Na segunda-feira (3), José Dirceu foi preso na 17ª fase da Lava Jato suspeito de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha. O juiz Sérgio Moro disse que o ex-ministro teria insistido em receber dinheiro de propina em contratos da Petrobras (PETR3; PETR4) mesmo após ter deixado o governo em 2005. 

Luiz Carlos Barreto e Fernando Morais participaram em fevereiro de 2014 da “vaquinha” que arrecadou R$ 1 milhão para quitar a multa de R$ 971 mil que Dirceu teve de pagar após ser condenado no mensalão.