Chances aumentaram

Arko eleva chances de impeachment de Dilma de 30% para “arriscados” 45%

Consultoria avalia que "mandato da presidente passou a correr sérios riscos" com deflagração das crises política e econômica; segundo a consultoria, cinco variáveis poderão decidir o futuro da presidente Dilma Rousseff nos próximos três meses

SÃO PAULO – Em meio ao aumento das crises política e econômica no governo Dilma Rousseff, as consultorias políticas estão revisando para cima a probabilidade de impeachment da presidente. 

A Eurasia elevou as chances de 30% para 40% de Dilma não terminar o mandato, em meio ao aprofundamento das crises, além de cortar a trajetória de longo prazo do País para negativa. “A capacidade de governar efetivamente será cada vez limitada, pelo menos até o fim de 2016″, segundo a equipe de consultores políticos.

Já a Arko Advice elevou a probabilidade de impeachment da presidente de 30% para “arriscados” 45%, destacando que “o mandato da presidente passou a correr sérios riscos”.

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“Tanto o rebaixamento quanto a reação equivocada do governo abalaram ainda mais a imagem dele no Legislativo. Ao invés de anunciar cortes e apoiá-los, o Congresso respondeu sinalizando que Dilma perde condições para governar”, destacou o relatório da consultoria. 

Conforme destaca a Arko, cinco varáveis poderão decidir o futuro da presidente Dilma Rousseff nos próximos três meses: 1. Reforma ministerial e administrativa; 2. Corte de gastos e aumento de impostos; 3. Decisão do TCU sobre as contas do governo no ano passado; 4. Desdobramentos da Operação Lava-Jato; 5. Convenção do PMDB para decidir a relação do partido com o governo.

Os fatores 1 e 2, destaca a Arko, dependem da presidente, que nunca, em quatro anos e meio no comando do país,  precisou ser tão competente e pragmática como agora. “As duas medidas terão de ser capazes de restabelecer o diálogo com o Congresso Nacional e a confiança do mercado de que o governo está realmente comprometido com o ajuste fiscal”, afirma.

Sobre o fator TCU, o julgamento de meados de outubro poderá alimentar o debate sobre o impeachment da presidente. Enquanto isso, a Lava Jato continua agregando tensão ao mundo político. Por fim, está o PMDB e a sua convenção para novembro.