Nova pesquisa

Aprovação ao governo Temer vai de 3% para 6%, mostra Ibope; reprovação é de 74%

 O levantamento foi feito entre 7 e 10 de dezembro, com 2 mil pessoas em 127 municípios

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SÃO PAULO – A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou na manhã desta quarta-feira a pesquisa CNI-Ibope do quarto trimestre, com a avaliação do governo Temer.

A taxa de avaliação boa/ótima em relação ao governo de Michel Temer subiu discretamente, de 3% para 6%, enquanto 74% dos brasileiros acreditam que o governo é ruim/péssimo, ante 77% da pesquisa de setembro. 

“Cabe ressaltar que as variações estão dentro da margem de erro da pesquisa, de modo que não se pode afirmar com segurança que está havendo uma melhora na popularidade do presidente”, aponta o relatório da CNI.

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19% consideram regular, ante 16% da pesquisa anterior. O percentual dos homens que consideram o governo como ruim ou péssimo é de 69%, enquanto entre as mulheres é de 76%.  

Já 9% dos entrevistados disseram confiar em Temer em dezembro, contra 6% em setembro.  O percentual de brasileiros que aprovam a maneira do presidente governar oscilou de 7% para 9%, enquanto 88% desaprovam a maneira dele governar. 

O levantamento foi feito entre 7 e 10 de dezembro, com 2 mil pessoas em 127 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados.

A rejeição ao governo é menor entre os homens e entre as pessoas acima de 55 anos e, na análise por renda familiar, a avaliação do governo Temer é pior entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo.  

Quando se analisa as nove áreas de atuação do governo avaliadas na pesquisa, verifica-se que não houve mudanças significativas desde dezembro. Todas as áreas são desaprovadas por pelo menos 75% dos entrevistados. As áreas melhores avaliadas são meio ambiente, combate à inflação e educação, ambas com 17% de aprovação cada.  No outro extremo, os impostos, a saúde e a segurança pública são as mais mal avaliadas, com os percentuais de aprovação de 8%, 11% e 11%, respectivamente. A desaprovação da saúde passou de 86%, em setembro, para 88%, em dezembro.  Das nove áreas de atuação do governo avaliadas na pesquisa, todas são desaprovadas por pelo menos 3 em cada 4 brasileiros.

O percentual da população que considera que as últimas notícias sobre o governo foram mais desfavoráveis cai de 68% para 56%, entre setembro e dezembro. As notícias mais lembradas pelos entrevistados estão relacionadas à reforma da previdência, citadas por 19% dos entrevistados.  Enquanto isso, houve uma queda de 44% para 19% entre os entrevistados que se lembraram de pelo menos uma notícia relacionada a casos de corrupção. 

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