Após ter perdido companheiro de chapa, Marina se tornou curinga na política brasileira

Diante dos rumores de que pode se tornar presidenciável pelo PSB, Marina Silva está sendo uma "pedra no sapato" dos seus principais concorrentes, Aécio Neves e Dilma Rousseff.

Bloomberg

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SÃO PAULO – Evangélica, ativista ambiental e opositora do aborto. Marina Silva já foi chamada de socialista e pró-mercado. Agora, a ex-senadora e possível presidenciável do PSB é uma das figuras centrais de uma das eleições presidenciais mais contestadas do Brasil.

Aos 56 anos, Marina se tornou um curinga na política brasileira após seu companheiro de chapa, Eduardo Campos, morrer em um acidente de avião na quarta-feira.  

De acordo com o UBS, Marina vai perturbar as campanhas de seus dois principais concorrentes se for oficializada como presidenciável da sigla de Campos. Para a instituição financeira, Marina poderia roubar parte dos votos de Dilma Rousseff (PT) e impedir que a presidente se reelegesse no primeiro turno. Além disso, o UBS sinaliza que a ex-senadora poderia desbancar Aécio Neves, do PSDB, e acompanhar a petista em um eventual segundo turno.  

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Segundo o sócio da consultora Quadrante Investimentos, Álvaro Marangoni, as ações do Ibovespa têm oscilado entre perdas e ganhos desde a morte de Campos, diante da expectativa que a candidatura de Marina seja confirmada.

“O que o mercado quer é um ajuste fiscal e que a inflação esteja sob controle. Não importa quem estará no poder”, disse Marangoni por telefone. “O problema com a Marina é que ela é um ponto de interrogação completo nesse sentido”, acrescentou.