Novo encontro

Após “reunião surpresa”, Dilma volta a se encontrar com Mantega nesta 4ª

Na véspera, reunião de ministro e presidente chegou a animar os mercados, pelo fato de ter sido marcada em caráter de emergência

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – A exemplo da véspera, a agenda da presidente da República, Dilma Rousseff, desta quarta-feira (3), promete ser agitada, com novo encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desta vez constando na agenda oficial da presidente. 

Nesta manhã, Dilma se reuniu com o ministro da Educação, Aloisio Mercadante e às 15h (horário de Brasília), a presidente tem encontro marcado com Mantega. Na véspera, a presidente e o ministro já haviam feito uma reunião “surpresa” para, segundo informações da Reuters, discutir cortes em despesas de custeios, em meio à pressão para o aumento da eficiência dos gastos. 

O tema da reunião não foi revelado na véspera, animando o mercado na sessão anterior. Na última terça-feira, dia em que o Ibovespa fechou com o pior desempenho diário desde setembro de 2011, com queda de 4,24%, a 45.228 pontos, o mercado chegou a ter momentos de alívio pelo fato da última reunião ter sido de emergência, em meio a expectativas de que ela traria novidades ao mercado. 

Vale ressaltar que uma das possibilidade aventadas pelo mercado era de que Mantega  – que vem sendo bastante contestado nos últimos meses – entregasse o cargo à presidente. Há um bom tempo que Mantega vem caindo no desgosto de boa parte do mercado. Visto como um dos responsáveis pelo cenário complicado da economia brasileira – que atualmente tem trabalhado com inflação crescente e bem próxima do teto da meta e desaceleração da atividade econômica -, o ministro tem sido alvo de críticas de boa parte da mídia internacional, como foi o caso recentemente visto da The Economist, que ironicamente pediu para que a Dilma “mantivesse” o ministro no cargo.

Respondendo aos rumores, Mantega chegou a dizer na semana passada que as notícias que apontam para sua possível saída não passam de “fofocas”, e ainda aproveitou para alfinetar seus opositores ao afirmar que o Brasil teria enfrentado sérios problemascaso tivesse adotados medidas da oposição para passar pela crise do subprime em 2008.